14.8.05

A sociedade aberta e os seus (novos) inimigos

A batalha pelas mentes dos jovens muçulmanos trava-se hoje mais on-line que nas mesquitas ou madrassas. O ciberespaço oferece aos grupos radicais o solo perfeito para doutrinar ou recrutar e a quem o procure toda a informação para planear ou executar qualquer tipo de ataques.
De uma organização com hierarquia e campos de treino, a Al-Qaeda passou a ser descrita nos últimos anos mais como uma marca ou um rótulo que serve a diferentes tipos de grupos um pouco por todo o mundo. É "uma ideia, não uma organização", repetiu num texto esta semana Jason Burke, repórter do jornal The Observer e autor de "Al-Qaeda: A História do Islamismo Radical". O que cada vez mais analistas repetem agora é que "a base" (em árabe, Al-Qaeda) passou dos espaços físicos que ocupava para o ciberespaço. [...]
Manuais sobre explosivos, mercados onde os comprar, estratégias, propaganda, tudo cabe na Internet, a rede capaz de ligar todos em todo o lado. Metaforicamente, lembra [Gilles] Kepel, "a base" significa algo próximo da base de dados ou repositório - uma ideia simples que levou ao lançamento de milhares de sites.
in Público, 14.08.2005

3 comentários:

O Micróbio disse...

Sem dúvida... já tive a ocasião de defender esta mesma tese num post do Micróbio: "Os terroristas que estão entre nós" - de 4 de Agosto.

Ricardo disse...

Será que este novo meio de propagação das ideias radicais vai também afectar a nossa liberdade individual e por tabela os blogues? Com o peso ainda incerto que a internet ganha todos os dias no mundo aposto que já há muitos governantes preocupados, pelas boas e pelas más razões.

Abraço,

Fernando Bravo disse...

micróbio, eu li esse post e concordei inteiramente (acho que até deixei um comentário nesse sentido).

ricardo, espero que não afecte. Parece-me um grande desafio para as democracias combater o terrorismo sem limitar as liberdades fundamentais. A ver vamos!

Abraços!