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6.9.10

Vital Mentideira

Diz Vital Moreira (aqui) que cobrar portagens nas SCUT é “terminar com uma iniquidade, pondo os beneficiários dessas infra-estrutras a pagar a vantagem privativa que tiram delas, assim dispensando os contribuintes em geral (incluindo os que não as usam) de ter de o fazer com os seus impostos.

Dispensando? Mas os contribuintes em geral vão pagar menos impostos a partir do momento em que os contribuintes que circulam nas SCUT passem a pagar portagens? Vital Moreira está a gozar com a nossa cara?!?!

Isto só seria verdade num de dois cenários: se os impostos para os contribuintes em geral baixassem no mesmo montante das portagens cobradas; ou se o portajar das SCUT se inserisse num esforço sério de equilíbrio das contas públicas, que incluísse nomeadamente uma fortíssima redução da despesa do Estado (veja-se o exemplo britânico aqui).

É inadmissível que o Governo seja absolutamente incapaz de reduzir a despesa (ver aqui ou aqui, por ex.), nomeadamente a despesa que não é de investimento. Só que, como já disse antes, é necessário manter o controlo da sociedade e isso custa dinheiro. Portanto, o contribuinte que pague ainda mais.

Qualquer dia torno-me revolucionário. Revolucionário anti-socialista, claro.
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22.8.10

Totalitário

Com Sócrates, o poder central tem de dominar o país, o PS tem de dominar o poder central e ele próprio tem de dominar o PS - num crescendo de mediocridade assustador.
Nada importante se passa fora deste esquema e quem tem veleidades é rapidamente atacado. BCP, Público, TVI, Metro do Porto, parques nacionais, etc., etc., etc. Estou convencido que o veto à venda da Vivo teve menos que ver com o interesse nacional e mais com o facto da Telefónica não ter consultado o Governo (que desplante!).
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Tudo isto mata o resto do país, que se abafa em Lisboa, cidade cada vez com pior qualidade de vida.
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Tudo isto cria hábitos de ineficiência no sector público.
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Tudo isto cria hábitos de pedinchismo no sector privado, habituado aos negócios sem risco providenciados pelos amigos no poder. Não me esqueço do Manuel Godinho a dizer numa das escutas: "ó pá, isto [a sua situação financeira] está complicado, não se arranja aí nada para mim?".
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Tudo isto implica ir distribuindo as migalhas pelas empresas e pelas instituições, para as manter contentes.
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Portanto, a despesa pública nunca irá descer.

Logo, sobem os impostos ou, o que dá no mesmo, a carga fiscal - mas não tem mal, está tudo controlado. Literalmente.
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Nota: template temporário para condizer com o post.

6.3.10

Intervenção na Assembleia Municipal do Porto

Excerto da Moção apresentada na Assembleia Municipal do Porto sobre a atribuição do Prémio Pessoa 2009 a D. Manuel Clemente, Bispo do Porto:

"Quem partilha dessas preocupações humanistas, partilhando ou não da sua ancoragem transcendental, não pode deixar de reconhecer em D. Manuel Clemente um exemplo inspirador da salvaguarda da dignidade do outro, porque para essa dignidade contribuem sobremaneira o diálogo, a tolerância e o combate à exclusão social."

Ler o resto aqui.

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30.4.09

Intervenção sobre Urbanismo na Assembleia Municipal do Porto

Antes de mais, permitam-me agradecer à Oposição e, particularmente, ao Bloco de Esquerda, por nos dar a oportunidade de, em mais uma Assembleia Extraordinária, falarmos sobre um tema no qual a Coligação tem um manifesto orgulho. Depois da Habitação Social, o Urbanismo – duas das áreas de governação da cidade que mais mudaram de 2001 até hoje; duas áreas de governação da cidade em que a Coligação representou uma ruptura com o passado, fez de forma radicalmente diferente e, assim, mudou a cidade para muito melhor.

Da Habitação Social já se falou nesta Assembleia, hoje cumpre-nos falar sobre Urbanismo.

Em 2001 a Coligação apresentou-se aos munícipes do Porto com um programa ambicioso. Dotar o Porto de um urbanismo mais equilibrado, voltado para a qualidade de vida dos cidadãos.

Recusar a continuação do Império do Betão (e como estas palavras nos soam hoje longínquas!), recusar a cedência aos interesses particulares, recusar a ausência de primazia do interesse colectivo - tudo factores que resultavam numa cidade excessivamente densa e de menor qualidade de vida.

Propúnhamos uma política urbanística diferente.

(continuação aqui.)

20.12.06

Escritas com a Foz por fundo

António Rebordão Navarro, Fátima Pombo, Pedro Baptista
em lembrança de Maria Virgínia
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"Sem deixar o ano encerrar, numa homenagem à literatura, uma conversa entre três escritores que fizeram da Foz cenário dos seus livros e nela vivem.
A falar três gerações, três momentos, três maneiras de se pôr em papel, com as quais se desvenda uma escrita aqui tão perto, tão deles e tão nossa.
À Maria Virgínia Rebordão Navarro, amiga e jovial personagem deste grande romance que vivemos, que lemos, porque há histórias que não acabam nunca. Pessoas que não morrem." [do convite]
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30 de Dezembro, às 18 horas, no pub Bonaparte
(Av. Brasil, Porto)

22.6.06

Nova Avenida dos Aliados


A remodelação da Avenida dos Aliados, da Praça Gen. Humberto Delgado e da Praça da Liberdade, no Porto, deu azo a muita polémica. Pessoalmente o projecto parecia-me interessante, mas confesso que tinha dúvidas sobre o fim dos passeios com calçada à portuguesa e das zonas ajardinadas.


No entanto, acho que ficou bem. Parece uma praça (ou avenida) só, mais ampla, mais aberta. E parece-me que agora as pessoas usufruem muito mais as placas centrais, que dantes eram quase só de passagem porque não havia grande espaço para andar por ali. À volta da fonte, por exemplo, tem sempre gente. À volta e lá dentro, que já lá vi miúdos a tomar banho!

PS: não posso deixar de dar a minha alfinetada ao meu alvo preferido, os jornalistas. Quando foram instaladas as cadeiras junto à fonte, uma repórter de rádio andou a perguntar a quem por lá andava: "acha que as cadeiras aqui vão durar ou que as vão roubar?"; "acha que este ferro é suficiente para impedir que as roubem?"; e fez uma reportagem de 2 ou 3 minutos só sobre a roubabilidade das cadeiras. Sempre em busca da polémica, irra...

16.2.06

Tripeiro nato

Fui fazer um teste de tripeirismo e o resultado foi este:
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Tripeiro nato
Você é um homem/mulher do Norte! Não há nada que lhe escape: que ninguém pense em abordá-lo com falinhas mansas sem um cimbalino e uma francesinha na mão! Para si, tudo o que não esteja num raio de cinco quilómetros a volta da Torre dos Clérigos é paisagem. Aprovado com distinção neste teste de Portualidade já pode ir contando com um convite para ser o rei/rainha da noite de S. João.
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O mais engraçado é que o teste obriga a saber as expressões correspondentes no dialecto alfacinha. Por exemplo, para além de saber o que é um cimbalino ou um lanche, é preciso saber o que é uma bica ou uma merendinha para acertar nas perguntas. Portanto não é só um teste de portualidade ou tripeirismo, é também de alfacinhismo (acho que acabei de inventar uma palavra) ou de ambos combinados. O que me valeu foi que eu já tive a minha dose de Lisboa (cidade de que gosto, diga-se). Uma vez pedi um Napoleão numa confeitaria (perdão, pastelaria) e a senhora ficou a olhar para mim. Depois apontei para o bolo e ela chamou-lhe outra coisa qualquer que já me esqueci. E quando descobri que em Lisboa não sabiam o que era um trengo? Isso é que foi: "Eh, pá, parabéns, hoje tás.. bem... totalmente trenga!" (com o meu melhor sorriso).

7.11.05

A Pousada do Freixo

Mais um exemplo de jornalismo duvidoso na nossa praça. Quando Rui Rio anunciou um acordo para instalar uma Pousada nos edifícios do Palácio do Freixo e das Moagens Harmonia, logo começou a contestação: que era entregar a um grupo privado, que era preciso assegurar o usufruto público (como se sabe, era frequentíssimo...), que ia desvirtuar um espaço que estava recuperado e que, no caso das Moagens Harmonia, era ainda por cima um exemplar único. Como os jornalistas afirmam estas coisas sem confirmação, não sei. Vão na onda do esquerdisticamente correcto - que, como se sabe, adora dizer mal de grandes grupos económicos privados, sobretudo quando estão na oposição.

Por isso, vale a pena ler o que escreveu no Público de 6 de Novembro passado um especialista em património industrial:

«É inacreditável que, na tentativa de se contestar a instalação da pousada se afirme (ver PÚBLICO, de 6/6/2005) que "a tecnologia alemã que tornou a sua construção possível faz do imóvel um raro exemplar de arquitectura industrial", ou que "foi construído de uma forma inovadora - com materiais como o ferro, a pedra e a madeira". A dita "tecnologia alemã" não foi mais do que a de um mestre-de-obras dos arredores do Porto. E ficamos também a saber que a simples, e mais do que comum, utilização do ferro, pedra e madeira lhe conferiu características "inovadoras", para não falar já desse invejável atributo que é a sua "singular verticalidade" ou do facto de "vibrar na sua totalidade durante o trabalho das máquinas a vapor, sem desmoronar". É que, apesar da sua singeleza, seria impossível que o mesmo desmoronasse, para além de que só havia uma máquina a vapor, cuja "vibração" de modo algum ameaçava a segurança do edifício. »

Para ler todo o texto - vale a pena! - clicar aqui.

11.10.05

Fascista?

Cerca de 50 mil portuenses (20% da população) vivem em bairros sociais municipais, o que faz da Câmara do Porto o maior senhorio da Europa! Durante 12 anos de gestão Gomes/Cardoso, esses bairros foram degradando-se continuamente, estando em 2001 a precisar de obras profundíssimas. Para além do péssimo estado de conservação, encontravam-se completamente isolados da cidade, já que não havia ruas a "rasgar" os bairros que os condutores ou os peões usassem para ir de um ponto A a um ponto B da cidade. Os habitantes dos bairros faziam quase toda a sua vida exclusivamente nos bairros, indo tomar café à colectividade do bairro, fazendo as compras numa qualquer merceariazinha no bairro, etc. Havia (provavelmente ainda há, mas menos) crianças que nunca tinham visto o rio ou o mar. Eram autênticos guetos, com elevada criminalidade, baixa auto-estima e estigmatização dos habitantes.

Quando se candidatou à Câmara em 2001, inicialmente Rui Rio elegeu como prioridade para o seu mandato a recuperação da Baixa. Quando a campanha começou, rapidamente percebeu que a prioridade número um tinha de ser a coesão social e, em especial, a habitação social. Ao longo destes 4 anos, o orçamento da Câmara para os bairros mais que duplicou. E teria subido ainda mais, não fosse a deplorável situação financeira que o PS deixou.

Qual a estratégia? Começou por recuperar habitações devolutas. Depois, realojou pessoas que já viviam nos bairros, noutras habitações degradadas, nessas habitações reabilitadas, para depois recuperar as habitações de onde saíam. E assim sucessivamente, num trabalho que ainda dura e durará muitos anos. Só não realojava pessoas numa de três situações: pessoas que tivessem outra residência em seu nome (que, portanto, não precisavam de habitação municipal), pessoas que estivessem a ocupar ilegalmente uma habitação (que não tinham título da Câmara a conferir-lhes direito a essa habitação) e pessoas que demonstradamente utilizassem a habitação para actividades ilícitas (como tráfico de droga e/ou de armas).

Estas regras de alojamento levaram a oposição a chamá-lo de fascista e outras coisas do género.

Mas os resultados estão à vista: nas freguesias com mais bairros, Rui Rio subiu muito na votação. Em Lordelo do Ouro, freguesia com 50% (!!) da população a viver em bairros municipais, Rui Rio teve maioria absoluta. Em Aldoar (lembram-se dos famosos incidentes?), ganhou as eleições para a Câmara apesar de ter perdido as eleições para a Junta (para ver os resultados clicar aqui, escolher Distrito "Porto", concelho "Porto" e Freguesia "Aldoar", em seguida na linha "Comparativos" clicar "Câmara Municipal" para ver os resultados para a Câmara e clicar "Ass. de Freguesia" para ver os resultados para a Freguesia - não, não há links mais directos), o que mostra bem que as pessoas distinguiram uma e outra eleição e, no caso de Rui Rio, deram-lhe o seu apoio maioritário!

É por isso que eu digo aos meus amigos de Esquerda que Rui Rio tem mais sensibilidade social que todos os socialistas juntos e que fez mais em 4 anos pela coesão social da cidade do que o PS em 12 anos!

Para mais tarde recordar


Sexta-feira, 7 de Outubro de 2005. Último dia de campanha eleitoral. Caravana da coligação PSD/CDS junta várias centenas de carros junto na praça do Castelo do Queijo. Quando arrancou, a caravana estendeu-se do Castelo do Queijo à praia da Luz! A mostrar o caminho, um autocarro de 2 andares. No andar de cima (a descoberto), Rui Rio segue à frente (foto) e vai acenando às pessoas pelas ruas da cidade. A música chama as pessoas à janela. A adesão é fantástica.

Todos nos interrogamos: como é que as sondagens dão uma aproximação de Francisco Assis? Como é que a sondagem da TVI, saída na véspera, dá a vitória ao PS? Eu não conseguia acreditar. Não apenas pela caravana, mas porque ao longo de toda a campanha eleitoral senti um apoio maioritário e vi muita gente a dizer-se de Esquerda mas a garantir que ia votar Rui Rio. Mas as sondagens... Afinal de contas nas Legislativas as sondagens até tinham acertado. Fiquei a achar que íamos ganhar, mas com maioria relativa.

Domingo, 9 de Outubro. Fiquei numa mesa de voto (das 7 da manhã às 21h!!) e, um bocadinho antes das 19h, liguei o rádio do telemóvel (com auricular, não fosse ainda aparecer algum eleitor tardio). Ouço na TSF: "faltam 15 segundos para as 19h... vamos divulgar as primeiras projecções já a seguir... Carmona e Rio vencem." Bom sinal! Toca a desligar o rádio e a contar os votos.

Cerca das 21 horas, fim da contagem dos votos na minha mesa. Vou entregar os resultados ao secretariado e pergunto pelo resto: na minha freguesia, vitória quase certa (embora ainda faltasse metade das mesas); na cidade, vitória de Rui Rio, podendo chegar à maioria absoluta!

Cerca das 22 horas, todas as mesas da minha freguesia estavam contadas. Ganhámos! Siga prá Baixa! Declaração de vitória de Rui Rio e mini-caravana, agora à volta da Câmara Municipal e da Trindade. Para além do autocarro (fotos abaixo)...


... também um camião tipo "trio eléctrico", onde seguiu Rui Rio a agradecer aos apoiantes.



Cerca das 23 horas, a notícia: maioria absoluta na Câmara e, provavelmente, também na Assembleia Municipal! Festa total!

8.10.05

Porque voto Rui Rio

1. Pela política de habitação - por ter acabado com as "ilhas" municipais, por ter acabado com os casos de hiperocupação de habitações sociais (9 ou 10 pessoas num T2, por ex.), por estar a recuperar os bairros sociais (cujo abandono pelo PS foi o maior crime do séc. XX no Porto).

2. Pelo projecto de recuperação da Baixa - já não é só recuperar 2 ou 3 casas para acalmar a consciência, este é um projecto com pernas para andar.

3. Pela definição de prioridades correctas - e não em função dos votos, do espectáculo, dos jornais ou dos lóbis.

4. Pelo saneamento financeiro da Câmara.

5. Como disse há uns meses, pela determinação na prossecução do bem comum, imune à pressão anti-democrática mas ruidosa que lhe tem sido movida.

6. Pela honestidade.

Muitos dizem mal da política e reclamam políticos diferentes. Amanhã é dia de passar das palavras aos actos.

24.9.05

Porque não? Porque não!!

Novo slogan nos cartazes de Rui Sá, candidato da CDU à Câmara Municipal do Porto: "Rui Sá, porque não?". Escuso-me de comentar a debilidade da mensagem (voto em Rui Sá como um mal menor ou um acto repentista), nem a pobreza gráfica do cartaz (velha tradição CDU, cujo fim só chegará com o fim da sua ortodoxia - isto é, nunca). Simplesmente respondo: porque não!!

26.8.05

A diferença

"Enquanto Rio for presidente e tutelar directa ou indirectamente a área do Urbanismo, não haverá vigarices".
Paulo Morais, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, in Visão, 25-08-2005

22.8.05

Porto no roteiro snob

O L'Express fez uma lista de coisas in, típicas de snob. Pelos vistos ter um estojo Dior para pasta de dentes é imprescindível (para quê não sei), viver numa casa desenhada por Brad Pitt é um must (mas ele é arquitecto?!), perfumar e vestir os cães com marcas consagradas é obrigatório (sem comentários...) e comprar sal de Caxemira a 100€/kg é fashion (será melhor para a tensão?!). O estranho é que inclui nesta lista uma visita à Casa da Música cá do Porto, supostamente "a sala de concertos onde a Europa musical vai reencontrar-se". Ouvir o quê, pelos vistos, não é importante, é preciso é vir cá. Está bem.

Esta notícia vinha no Expresso de sábado passado.

2.8.05

Citação

"Mário Lino não pode exigir provas de sustentabilidade financeira ao metro do Porto e remeter para o domínio da fé e do palpite a viabilidade da Ota ou do TGV."
Manuel Carvalho, Público, 02-08-2005

12.7.05

Circuito da Boavista - Paddock Técnico




Um amigo arranjou-me um passe para o paddock técnico (grazie!). Cá ficam algumas fotos das máquinas, para mais tarde recordar. Ao paddock social não fui, eu é mais bolos...

Até daqui a dois anos!