4.2.06

O grande problema de hoje - intervalo!


Para desanuviar da situação no Médio Oriente (mas bastante a propósito), mais uma citação de Winston Churchill:

Fanático é aquele que não consegue mudar de ideias e que não aceita mudar de assunto.

Mais nada...


Próximos posts: o Hamas e a Democracia; a questão dos cartoons com Maomé e consequente ataque islâmico à liberdade na Dinamarca; a atitude necessária nos países ocidentais.

3 comentários:

Freddy disse...

Olivença é nossa... E sobre isto, n falas?

Ricardo disse...

Fernando,

Antes de mais nada parabéns por este conjunto de textos (que parece que ainda estão longe de acabar) sobre um dos mais importantes temas actuais. Mesmo sem comentar tenho lido com atenção!

Está a ficar induzido na classe política portuguesa e nos "opinion makers" que há questões que separam a esquerda da direita ... o aborto, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, os EUA e a posição Israel/Palestina, entre outros. E depois nada é discutido com seriedade porque está tudo em compartimentos ideológicos. Ora isso não é verdade e garanto que muita esquerda revê-se nas posições de Israel e muita direita nas posições da Palestina. E muitos, como tu, enveredam por algo ainda mais útil que é tentar perceber as razões históricas de tal conflito em vez de lançar meia dúzia de frases feitas. E, acima de tudo, conseguir perceber a razão dos dois lados.

A história explica como foi possível chegar a esta situação. Provavelmente, em qualquer ponto da história até há umas décadas, a defesa da existência de Israel nem poderia ser considerada como algo lúcido. Mas as realidades moldam-se e é compreensível que, hoje em dia, isso nem seja uma questão. Mas, visto por outros olhos, também percebe-se porque os palestinos nunca vão aceitar o que consideram uma ocupação. E também percebe-se que os israelitas vejam a aceitação do Estado da Palestina como o fim da sua expansão ficando o seu território entalado entre populações hostis. Os colonatos são uma forma de expansão dos tempos modernos.

Muito bem! Agora o melhor é esquecer o passado - salvo seja - e tentar construír o futuro! É que com base no passado ninguém vai ter razão e há problemas sem solução como é a divisão de Jerusalém! Os israelitas e os palestinos vao ter que aceitar que o mundo não é justo e que o que ambos ambicionam não é exequível e que, tal como no Tibete, o tempo não volta atrás. Se uns e outros querem aprender a viver em paz vão ter, antes de mais, que aprender a conviver e, logo depois, a ceder! Mas os radicais - que têm alguma razão para serem radicais (imagina caso idêntico entre Espanha e Portugal, eu também seria radical) - não querem ouvir falar de cedências. Se há algum conflito em que seria útil um mediador independente este é um dos casos. E depois capacetes azuis controlavam os resultados dessa mediação! Mas como mediar, quem medeia, em que termos, com que prazos, com que limites? Quem tiver esta resposta que avance e diga presente. Suspeito que isso não vai acontecer antes de mais uma reviravolta histórica...

Abraço,

Fernando Bravo disse...

freddy, ???

ricardo, plenamente de acordo. Supostamente neste conflito há um mediador independente. Aliás, 4: EUA, Rússia, Noruega e Secretário-Geral da ONU formam a comissão quadripartida. O problema é conseguir uma solução duradoura aceite por todos...