25.7.05

Portugal Titânico


Portugal parece o Titanic.
O TGV e a Ota são a orquestra a tocar enquanto o navio se afunda...

13.7.05

We're not afraid!


O site We're not afraid foi criado no dia dos atentados de Londres. Pretendia mostrar que os habitantes da capital britânica não se deixariam intimidar pelos ataques terroristas. Mas rapidamente se tornou um local de tributos vindos de todo o mundo à atitude de desafio dos londrinos. Visitem o site aqui.
A imagem acima foi deixada por uma portuguesa.

12.7.05

Circuito da Boavista - Paddock Técnico




Um amigo arranjou-me um passe para o paddock técnico (grazie!). Cá ficam algumas fotos das máquinas, para mais tarde recordar. Ao paddock social não fui, eu é mais bolos...

Até daqui a dois anos!








11.7.05

Ditadura mediática



A grande ameaça à Democracia não vem da Extrema-Esquerda nem da Extrema-Direita. Não vem muito menos do terrorismo. Com esses podemos nós bem. A grande ameaça vem dos órgãos de comunicação social.

Arrastão de Carcavelos, lembram-se? Não acharam um pouco estranho? Então vejam a investigação de Diana Andringa sobre isso.

9.7.05

E agora para algo completamente diferente...

«List five songs that you are currently digging. It doesn't matter what genre they are from, whether they have words or even if they're any good but they must be songs you're really enjoying right now. Post these instructions, the artist and the song in your blog along with your five songs. Then tag five other people to see what they're listening to.»

Mas quem é que começou com esta corrente?!?! Tiveram sorte que não tinha ameaças do género "se não responder em 3 dias a música pimba vai internacionalizar-se", se não nem respondia. Mas como a corrente veio da Zona Franca da blogosfera, ok.

Bom, se calhar era suposto serem cinco músicas actuais, mas eu juntei alguns "jurássicos" que me soam sempre bem.

1. Maria Albertina, Humanos/A. Variações
2. Heroes, David Bowie
3. Simpathy for the devil, Rolling Stones
4. Shiver, N. Imbruglia
5. City of blinding lights, U2

Shahara

Shahara Akther Islam era uma alegre rapariga de 20 anos, muçulmana devota, com toda a vida pela sua frente.

Na 5ª feira tinha uma consulta no dentista antes de ir para o emprego no Co-operative Bank. Por isso despediu-se do irmão mais novo na casa deles em Plainstow, a leste de Londres, e partiu de metro. Era um dia como tantos outros. Nunca chegou ao seu destino.

Os terroristas não são muçulmanos, são simplesmente assassinos.

Para ver a notícia completa (em inglês, no Independent), clique aqui.

8.7.05

Londres III - Blair

"It is important, however, that those engaged in terrorism realise that our determination to defend our values and our way of life is greater than their determination to cause death and destruction to innocent people in a desire impose extremism on the world. Whatever they do, it is our determination that they will never succeed in destroying what we hold dear in this country and in other civilised nations throughout the world." Primeira reacção de Blair, ainda em Gleneagles, na cimeira do G8

"When they try to intimidate us, we will not be intimidated. When they seek to change our country or our way of life by these methods, we will not be changed.
[...]
We know that these people act in the name of Islam but we also know that the vast and overwhelming majority of Muslims here and abroad are decent and law-abiding people who abhor those who do this every bit as much as we do." Declaração de Blair, já em Londres

Londres II

"They will not change our way of life." Rainha Isabel II

"Atrocities such as these simply reinforce our sense of community, our humanity, our trust in the rule of law. That is the clear message from us all." Rainha Isabel II

"You cannot give in to this kind of thing. I think they're mistaken if they ever think that people would. Life will carry on." Thomas Carr, londrino, quando estava à espera de apanhar o metro, no dia seguinte aos ataques

"The City will be up and running again. These people won't have any effect." William Austin, trabalhador na City

Londres I


Medo. Confusão. Desorientação. Revolta. Regresso. Não necessariamente por esta ordem. Mas Londres vai regressar.

Al-Qaeda

Para a Al-Qaeda, só existe um código de vida. O cumprimento escrupuloso, frase-a-frase, palavra-a-palavra, do Corão. O texto fundamental dos muçulmanos não pode ser interpretado de outra forma que não a literal. Não pode ser interpretado à luz da época porque Maomé não se engana e, portanto, as suas palavras não foram produto do tempo mas guião para todo o sempre. Não pode ser interpretado à luz de uma Cultura porque Maomé não se engana e, portanto, as suas palavras não foram produto de uma Cultura mas da vontade divina. Não há interpretações, actualizações, compromissos, margens, avanços. O Corão é a verdade e o caminho. A única verdade e o único caminho. Por isso a Al-Qaeda só admite um tipo de sociedade, a sociedade taliban.

Consequentemente, para a Al-Qaeda só existem dois tipos de pessoas: fiéis e infiéis. Os fiéis devem seguir à risca os mandamentos do Profeta. Os infiéis, de qualquer forma ou feitio, não merecem qualquer respeito ou contemplação. Só lhes resta converterem-se. Enquanto não o fizerem, a sua vida não vale nada. Não interessa se são militares ou civis, governantes ou governados, crianças ou velhos. A sua vida não vale nada.

Isto é demasiado estranho para nós, ocidentais, para quem os direitos humanos fundamentais (e o direito à vida bem lá no cimo) se sobrepõem a convicções políticas, religiosas ou quaisquer outras. Porque para nós a condição humana sobrepõe-se à opção humana, seja ela opção religiosa, política ou outra.

Mas não para a Al-Qaeda. A opção religiosa não é na verdade uma opção, mas a única realidade possível. Não há alternativa. Portanto, há que combater os infiéis, as suas ideias, o seu modelo de sociedade. E convém lembrar que o seu combate não é só com os infiéis. É também com os muçulmanos que não seguem à risca o Corão, que não defendem uma sociedade taliban. Portanto, a Al-Qaeda não descansará enquanto todas as sociedades do mundo não forem sociedades taliban.

Como é óbvio, a Al-Qaeda nunca vencerá. Nem no mundo islâmico, nem no resto do mundo. O ser humano nunca aceitará um modelo único de sociedade. Cada vez suspeitamos mais de verdades absolutas. Identificamos constantemente as vantagens da diversidade. Se a Al-Qaeda representa algo em termos civilizacionais, é o passado. Que queremos bem longínquo.

Portanto, não temos alternativa. Temos que combater o totalitarismo islâmico (sim, porque se trata de um totalitarismo, como o fascismo ou o comunismo). Em todas as frentes. Na militar, claro. Mas sobretudo na ideológica. Teremos mais sucesso a combater a Al-Qaeda nas mesquitas por esse mundo fora do que em qualquer campo militar. Temos que apoiar, animar e fomentar os islamistas moderados, que aceitam a diferença, que valorizam a paz, que respeitam a vida. Para que a vida vença.