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29.10.10

Caros Governantes Socialistas:

Não digam que não foram avisados. Não digam que a culpa é da crise financeira mundial. Não digam que a Oposição tem de ser responsável, como se os Governos socialistas o tivessem sido em 12 dos últimos 15 anos.
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Este alerta foi feito a 16 de Dezembro de 2000, pelo então deputado Rui Rio (que exactamente um ano depois seria eleito Presidente da C. M. Porto, mas na altura nem candidato a candidato era - pelo menos publicamente), no primeiro evento político que organizei. Nesse ano de 2000 a crise ainda não tinha chegado ao bolso dos Portugueses (começaria a fazer-se sentir no ano seguinte), Guterres, Sócrates e Cravinho deliravam com as auto-estradas de portagem virtual (como então se chamava às SCUTs) e parecia que tudo se podia comprar a crédito, do frigorífico às férias, passando pela casa e pelas auto-estradas. Depois... depois logo se veria. E viu-se, e vê-se.
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Este diagnóstico foi feito há dias e é em tudo semelhante.
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Não venham agora dizer que o PSD não avisou, que o PS não podia imaginar, que o mundo mudou em três semanas, que os políticos são todos iguais. Não são. E hoje temos de mudar rapidamente de Governo, porque os socialistas claramente não souberam gerir o país nos 12 anos dos últimos 15 em que estiveram à frente do Governo do país.
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Mudemos!
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11.9.08

Estou de volta (acho...)

Passou mais de um ano desde que deixei de escrever neste blog e quase um ano e meio desde que deixei de escrever assiduamente.

E a grande conclusão é... que ninguém sentiu falta, claro. Mas como daqui também não vem grande mal ao mundo, vou ver se volto a escrever qualquer coisa de vez em quando.

Abraço!

21.11.06

209 mails...

...apagados há pouquinho, sem ler mais que o Assunto. Uns dias ausente + uns dias de trabalho intenso + uns dias de gelatina político-partidária em terramoto de grau 7 na escala de Richter = uns 240 mails por ler. Vendo bem, nem apaguei muitos...

Adenda: se notarem ausência de resposta minha a algum mail importante vosso, avisem; é que esta razia, como todas, há-de ter deixado as suas marcas. Mas às vezes é preciso.

4.10.06

Etiquetas


Cá vão as 6 etiquetas que o Pedro Oliveira me pediu (com um atraso do caraças!):

1. Laranja (óbvio)

2. Azul e branco (ainda mais óbvio)

3. Tripeiro (com o ditongo bem aberto)

4. Noctívago (é de noite que gosto de trabalhar; ah! e divertir também)

5. Convencido (há que dizê-lo com frontalidade)

6. mas sobretudo bom rapaz!

Não passo a ninguém, mas quem quiser... força!

15.9.06

Vida de cão...



Pois, não tenho actualizado o blog... Mas ando com uma pilha de trabalho deste género...

Só neste blog tenho que:

1. Responder ao desafio do Pedro Oliveira (não, não está esquecido)

2. Contar as férias (o que pode ser contado, claro)

3. Contar o que achei do Cats

4. Falar de 2 ou 3 livros que li recentemente

5. Mais aquelas coisas sem sentido que para aqui escrevo às vezes

E ainda trabalho e GEN e CPC (siglas só decifráveis por alguns). Enfim, prometo... um dia... talvez... quem sabe...

18.8.06

"We'll always have Paris"

We'll always have off-key singing as we left the late night towards the bright early morning...

19.7.06

Sinais ultra-pós-modernos

- Sofrimento não é uma opção.

- Há uma geração Hi5.
(Que alcunha terá a geração que agora tem 12 anos?)

- "O download do upgrade do software."

- Hollywood (e tutti quanti) como causa de desequilíbrio emocional.

- "Entreguei a uma empresa e eles trataram de tudo".

- Falhar não é uma opção.

- "Todos o fazem, burro é quem não aproveita."

- "O meu filho é que percebe disso."

- "Azar, quero lá saber."

- "Trabalhei o fim-de-semana todo, estou morto."

- "Ele andou enrolado com outras e ela descobriu e fez-se muito ofendida, mas ela também andava enrolada com outro. Mas era só um."

- Fealdade não é uma opção.

- "Estás feliz?"

- :) ;) lol :P :D :S :(

- A imagem pode não ser tudo, mas é algo.

- "Qual é o mal?"

30.4.06

Bravo NY!

You Are New York

Cosmopolitan and sophisticated, you enjoy the newest in food, art, and culture.
You also appreciate a good amount of grit - and very little shocks you.
You're competitive, driven, and very likely to succeed.

Famous people from New York: Sarah Michelle Gellar, Tupac Shakur, Woody Allen

28.4.06

Hoje estou...

... assim. Começou ontem com dores de garganta, passou para o nariz, deu em zumbido nos ouvidos e agora está a começar a tosse. E vem aí um fim-de-semana prolongado.

Mas o que é que eu fiz para merecer isto?*





*João, Raquel e Francisco estão proibidos de responder. Ah, e o Pedro também. E a Marta. E o Óscar. E tu também não podes, Zé. Nem tu, Sofia. Nomes fictícios para protecção dos próprios. Mas eles sabem quem são.

23.4.06

I'll Follow The Sun

And now the time has come
And so my love I must go
And though I loose a friend
In the end you will know.

(Lennon/McCartney)

28.2.06

Early Morning Blogs 1


O meu amigo Xikote ajudou a organizar mais uma festa com boa música dos anos 80 e 90, com direito a projecção de imagens míticas da minha infância e adolescência: McGyver, Knight Rider, Mr. T, Atari 16K (!), golo do Maradona contra a Inglaterra no Mundial'86 e, claro, o golo do Madjer em Viena (yes!).
Depois de uma memorável passagem de ano que milagrosamente foi tolerada pelos vizinhos até os galos cantarem (não na festa, claro, mas lá onde eles cantam), foi a vez de uma festa que me levou pela primeira vez a entrar no Teatro Sá da Bandeira (estranho ver uma plateia sem cadeiras, mas o contraste disco/teatro antigo resultou). E desta vez sem escadas, embora as rampas fossem perigosamente inclinadas (private joke).
Antes já tinha feito uma paragem para abastecimento num multibanco, onde me apareceu uma bruxa simpática (pronto, R., muito simpática), que mais para o fim da noite me obrigou a ir ao Pop (eu não queria nada, claro) que como sempre estava em grande, num Carnaval com tema greco-romano.
Xikote, fico à espera de uma festa de Verão. Ou melhor, de Primavera, que é mais cedo ;)

16.2.06

Tripeiro nato

Fui fazer um teste de tripeirismo e o resultado foi este:
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Tripeiro nato
Você é um homem/mulher do Norte! Não há nada que lhe escape: que ninguém pense em abordá-lo com falinhas mansas sem um cimbalino e uma francesinha na mão! Para si, tudo o que não esteja num raio de cinco quilómetros a volta da Torre dos Clérigos é paisagem. Aprovado com distinção neste teste de Portualidade já pode ir contando com um convite para ser o rei/rainha da noite de S. João.
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O mais engraçado é que o teste obriga a saber as expressões correspondentes no dialecto alfacinha. Por exemplo, para além de saber o que é um cimbalino ou um lanche, é preciso saber o que é uma bica ou uma merendinha para acertar nas perguntas. Portanto não é só um teste de portualidade ou tripeirismo, é também de alfacinhismo (acho que acabei de inventar uma palavra) ou de ambos combinados. O que me valeu foi que eu já tive a minha dose de Lisboa (cidade de que gosto, diga-se). Uma vez pedi um Napoleão numa confeitaria (perdão, pastelaria) e a senhora ficou a olhar para mim. Depois apontei para o bolo e ela chamou-lhe outra coisa qualquer que já me esqueci. E quando descobri que em Lisboa não sabiam o que era um trengo? Isso é que foi: "Eh, pá, parabéns, hoje tás.. bem... totalmente trenga!" (com o meu melhor sorriso).

14.2.06

Manias

«Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Além disso, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.»
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O Ricardo do Filho do 25 de Abril passou-me esta corrente. Não gosto nada de correntes, mas esta até achei piada. E acorrentado revelo:
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1. Mapas. Adoro mapas, de países, cidades, tudo. Adoro mapas e atlas antigos. Tenho obras sobre a evolução dos mapas políticos da Europa. Em miúdo devorava Atlas e globos (salvo seja). E ainda hoje não percebo como é que as pessoas nunca ouviram falar no enclave de Kaliningrado (caramba, aquilo já deu uma guerra e até pode dar outra de novo).
Um mapa é a primeira coisa que arranjo quando vou viajar, de preferência ainda cá ou então mal chego ao destino. Um excelente site para programar um itinerário, com direito a mapas de estradas e ruas pormenorizados, indicando pontos de referência, é o do Automóvel Clube britânico (procurem o advanced route planner). E até tem os sentidos de trânsito, o que me teria dado bastante jeito daquela vez que entrei numa avenida de três faixas... todas em sentido contrário, infelizmente! Que querem, pelo mapa fazia sentido virar ali!...
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2. Tenho uma maneira especial de segurar um livro ou jornal quando estou a ler. Seguro por cima, com o cotovelo apoiado no joelho ou na coxa, assim:
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3. Tenho a mania de fazer caretas (involuntárias) quando estou a pensar compenetradamente.
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4. Tenho o tique de estar sempre a bater com os nós dos dedos nos dentes (sim, leram bem).
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5. Tenho a mania de meter expressões em línguas estrangeiras no meio do que digo. Preferidas: I rest my case, no way, you're out! (adoro esta), grazie, ah non je pèse! (esta é private), private, etc., etc., etc.
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Caro Ricardo, isto não se faz... Mas como diz o ditado, faz aos outros o que não queiras que te façam a ti. Hm, não é bem assim, pois não? Enfim, passo a corrente a:
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1. Freddy, da Zona Franca
2. Armando, da Fábrica
3. Carlos, do Micróbio
5. António A. Antunes, do Saco Cheio Não Dobra
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Pensei em passar a alguns outros bloggers interessantes, mas os seus blogs não dão muito para este tipo de coisa. Mas quem quiser, força!!! Por exemplo, gladiadores, lagoa_azul, meninamarota, workbuy, o raio, cp, i, vasco neves, mixtu, nina, poesia portuguesa, ...

27.1.06

Os Fernandos Bravo à conquista do mundo (ou não, ou não)


Já experimentaram pôr o vosso nome no Google e ver o que aparece?

Eu já: apareceu um criador de software brasileiro (se o Bill Gates te comprar a empresa e ficares milionário, lembra-te aqui do primo portuga!), um realizador de cinema argentino (hola primo, quando filmes con Charlize Theron, avisa), um locutor de rádio e TV argentino (apresentador do Preço Certo argentino; na Argentina é que os Bravo estão a dar!), um tipo a fazer qualquer coisa de literatura hispânica na Polónia (“fernando bravo garcía - wyklada jezyk i literature hiszpanska na Uniwersytecie”: santinho!), um presidente da assembleia da Ordem dos Médicos da Grande Lisboa (L. Fernando Bravo Sousa Uva; será que ainda sou primo da mulher do Durão?; isto está tudo ligado...), um link para este blog e outro para uma entrevista que dei há uns anos. Isto tudo na primeira página.
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Mais para a frente, um Fernando Bravo candidato a Vereador na cidade de João Neiva (Espírito Santo, Brasil), pelo... PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro)!!! Fantástico! Ele há coincidências! Infelizmente, parece que não foi eleito. Deixa lá primo, eleições há muitas, eu que o diga. Depois temos um campeão de ténis universitário mexicano e um investigador nos EUA (co-autor de "Alkene Substituents for Selective Activation of endo-Regioselective Polyepoxide Oxacyclizations": santinho ao quadrado!).
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Mas o melhor é um Fernando Bravo boliviano, envolvido num escândalo político-sexual, envolvendo um senador e tudo. Muito na moda, o meu homónimo boliviano. Senão, vejam: «En la otra acerca, la joven no pudo evitar mencionar la actuación de su ex-pareja Fernando Bravo, el padre de su hija, y quien se ha querellado contra el sacerdote. “Fernando es un mal agradecido porque el cura lo ha vestido y le ha dado educación desde que nosotros volvimos de Calama, entonces yo encuentro que eso es ser mala leche, mala gente, aunque yo sigo muy enamorada de él y ese amor no se me va a pasar”, sostuvo. A la vez añadió que “Fernando no es una mala persona, pero sí tiene problemas en la cabeza, tiene comportamiento bastante extraño”. Pero sus críticas no se detuvieron en este aspecto, pues adelantó que hubo roces en sus relaciones porque él era más de derecha, “desde que lo conozco sé que él es más seguidor de la derecha”.»
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Lá como cá, ser de Direita é pecado! E reparem que apesar de ele ser “mala leche” (expressão fantástica), ela continua “muy enamorada de él y ese amor no se va a pasar”.
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Enfim, o famoso efeito Bravo... ;)

31.12.05

2005 em revista

Fechar para balanço: actividade iniciada em Abril 2005.
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Abril 2005
Analisei o Congresso do PSD e escrevi pela primeira vez sobre o 25 de Abril – sobretudo sobre a coragem daqueles militares.

Maio 2005
Considerei o Não francês à Constituição Europeia um erro quádruplo. Ri-me com a moda dos coletes reflectores nas costas dos bancos.

Junho 2005
Tive a primeira polémica on-line, sobre o Homo Broncus Lusitanus. As mortes de Cunhal e de Eugénio de Andrade. A antena de operador de telemóvel disfarçada de pinheiro. O Médio Oriente. E os nabos de Felgueiras...
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O circuito da Boavista. Os atentados de Londres. Uma mudança de visual que foi um erro (rapidamente corrigido), com comentários ainda resultantes da polémica do Homo Broncus. E como o nosso cérebro consegue ler txeots apraenetenmte dserpoviods de snetdio.

Agosto 2005
As férias, as eleições autárquicas e presidenciais que já começavam a sentir-se, uma cerveja abençoada e rara, os vizinhos no crime, a campanha Pobreza Zero, o 1º ataque de publicidade intrusiva (vários comentários anónimos com fins publicitários) e o meu primeiro ataque à candidatura de Soares.

Setembro 2005
Iniciei-me na crítica a filmes, voltei à Pobreza Zero, fiz o 2º ataque a Soares – que levou a uma viva troca de comentários.

Outubro 2005
Sem espanto, dominado pelas eleições autárquicas: dos cartazes mais hilariantes das campanhas por esse país fora às minhas fotos e impressões da campanha no Porto, passando pelos motivos porque votava Rui Rio ou porque achava que tem mais sensibilidade social que os socialistas.

Novembro 2005
Mês com temas muito variados, da prostituição de rua em Barcelona aos conflitos em França com os chamados imigrantes de 2ª geração.

Dezembro 2005
O fim dos comentários políticos mais “sérios” (de agora em diante no Arquipélago dos Gladiadores) e, portanto, posts mais light (não confundir com Margarida Rebelo Pinto, p.f.) – como o Pai Natal pode revelar o nível de desenvolvimento de um país, por ex.

28.8.05

Vou de férias...







... volto dia 5!

O perigo do descrédito da Democracia

"A questão de fundo é esta: uma democracia em que Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Isaltino Morais e Avelino Ferreira Torres «gozam» assim dela, é uma democracia carecida de ser refundada." Paquete de Oliveira, Jornal de Notícias, 27.08.2005

"Ou o Estado democrático resolve os problemas da República, ou alguém os resolverá contra ele." Manuel Alegre, Expresso, 27.08.2005

"Temo bem que Portugal se esteja a sul-americanizar e venha aí algum caudilho." Pedro Lomba, Grande Reportagem, 27.08.2005


Num artigo que escrevi em Março de 2004 e que coloquei neste blog (clicar aqui para ver todo o artigo), dizia:

"No entanto, convém recordarmo-nos da História: sempre que um regime democrático caiu e foi substituído por uma ditadura ou por uma refundação do sistema partidário, isso deveu-se ao descrédito dos políticos democratas. Lembremo-nos do fim da I República portuguesa, da criação da V República francesa com De Gaulle ou do fim dos partidos políticos tradicionais (Democracia Cristã, Partido Socialista, Partido Comunista) na Itália dos anos noventa. E eu penso que já estivemos mais longe disso no Portugal de hoje."

Penso que podemos estar mais perto de uma refundação do sistema partidário. Quando os portugueses se desiludirem de vez com Sócrates (se é que não se desiludiram já), será que vão voltar a dar a maioria ao PSD? Ou iremos assistir ao nascimento de novos partidos? Ou à subida eleitoral dos partidos mais radicais? É difícil prever. O que não é difícil de prever é que vamos assistir a mudanças. Logo se verá se para melhor.