30.4.09

Intervenção sobre Urbanismo na Assembleia Municipal do Porto

Antes de mais, permitam-me agradecer à Oposição e, particularmente, ao Bloco de Esquerda, por nos dar a oportunidade de, em mais uma Assembleia Extraordinária, falarmos sobre um tema no qual a Coligação tem um manifesto orgulho. Depois da Habitação Social, o Urbanismo – duas das áreas de governação da cidade que mais mudaram de 2001 até hoje; duas áreas de governação da cidade em que a Coligação representou uma ruptura com o passado, fez de forma radicalmente diferente e, assim, mudou a cidade para muito melhor.

Da Habitação Social já se falou nesta Assembleia, hoje cumpre-nos falar sobre Urbanismo.

Em 2001 a Coligação apresentou-se aos munícipes do Porto com um programa ambicioso. Dotar o Porto de um urbanismo mais equilibrado, voltado para a qualidade de vida dos cidadãos.

Recusar a continuação do Império do Betão (e como estas palavras nos soam hoje longínquas!), recusar a cedência aos interesses particulares, recusar a ausência de primazia do interesse colectivo - tudo factores que resultavam numa cidade excessivamente densa e de menor qualidade de vida.

Propúnhamos uma política urbanística diferente.

(continuação aqui.)

29.4.09

Gata fedorenta

Esta entrevista de Elisa Ferreira ao Correio da Manhã...

"LC - Mas quando se candidata às duas eleições a ideia que dá é que não acredita numa vitória no Porto?
Elisa Ferreira- O que eu quero é continuar a fazer o que estou a fazer. E prefiro que digam isso do que dizerem que me correu mal o Parlamento Europeu, não tem nada que fazer e agora vem para a Câmara do Porto. Não, não me correu mal, correu-me bem, estou a fazer um trabalho interessante e reconhecido.
LC - E quer continuar esse trabalho?
EF - Não, quero vir para o Porto. Mas não posso vir para o Porto só por eu querer. Quero que os portuenses percebam que eu quero deixar uma coisa interessante, que me correu bem, porque prefiro o Porto, prefiro a minha cidade. [...]
LC - Então porque é que se candidata? Porque é que aceitou estar na lista ao Parlamento Europeu?
- Eu não discuti nada. Aliás, isso não é motivo de negociação. O PS quando me convidou disse-me que queria que eu continuasse no Parlamento Europeu porque estava a fazer um bom trabalho.
LC - Mas o PS não lhe pode pedir as duas coisas. Continuar no Parlamento Europeu e ser presidente da Câmara do Porto.
- Então não pode? Qual é a dúvida?
LC - Porque se ganhar a Câmara do Porto não pode continuar no Parlamento Europeu.
- Pois não. [...]"

...fez-me lembrar isto:

15.10.08

Low5

Quando saio à noite também acho piada às fotos "não-me-tou-a-divertir-muito-mas-deixa-cá-fazer-cara-de-quem-está-super-hiper-mega-divertida-pra-pôr-no-Hi5". É vê-las muito normais, a conversar, às vezes até algo aborrecidas e de repente... máquina fotográfica à vista! E lá vêm aquelas poses que todos conhecemos.

13.10.08

22.9.08

Vamos ver se isto não se altera...



Temos um Primeiro-Ministro mafioso:
«Apesar de intimada pela Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), em Janeiro, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) só agora permitiu que o Expresso consultasse o "processo Sócrates", de quase 300 páginas. [...] A ERC concluiu que os telefonemas efectuados para o jornalista do PÚBLICO que investigava o caso, Ricardo Dias Felner, e para o director do jornal, José Manuel Fernandes, apesar de terem sido feitos pelo próprio Sócrates, não reuniam "elementos factuais que comprovem ter existido o objectivo de impedir, em concreto, a investigação".Tanto Ricardo Dias Felner como José Manuel Fernandes, nos depoimentos que fizeram na ERC, disseram que o modo como foram abordados pelo primeiro-ministro resultou numa "tentativa de pressão ilegítima". O director do PÚBLICO foi ainda mais longe, reportando-se à conversa com Sócrates, no decurso da qual o primeiro-ministro teria dito: "Fiquei com uma boa relação com o seu accionista [Paulo Azevedo] e vamos ver se isto não se altera."» (in Público de ontem, sem link)
Esta frase consta de um relatório oficial da ERC. Em qualquer democracia civilizada, esta frase seria um escândalo.
Pessoalmente, parece-me haver matéria mais que suficiente para a ERC ir bem mais longe e ser bem mais consequente.
Mas, independentemente disso, parece-me que politicamente isto é um escândalo do maior calibre. Como podemos aceitar um PM que lança ao vento este tipo de ameaças, ainda que veladas?!?! Note-se que não foi um obscuro assessor com excesso de zelo e défice de senso, foi o próprio PM. Note-se que a mensagem não chegou por vias travessas, com cuidados resultantes de um qualquer prurido ou receio, foi em discurso directo.
O nosso PM tem o total e absoluto desplante de se virar para o Director de um jornal e dizer uma frase que poderia sair da boca de um rufia das ruas de Nova Iorque... E fá-lo com a segurança de quem sabe que sai impune.
Nota: a notícia do Público não confirma nem desmente o facto; limita-se a um "teria dito". É estranho que assim seja, uma vez que o Director não deveria estar propriamente incontactável. E, por isso mesmo, parece-me difícil que a notícia saísse se de facto o Director não tivesse reproduzido essa frase à ERC.

11.9.08

Estou de volta (acho...)

Passou mais de um ano desde que deixei de escrever neste blog e quase um ano e meio desde que deixei de escrever assiduamente.

E a grande conclusão é... que ninguém sentiu falta, claro. Mas como daqui também não vem grande mal ao mundo, vou ver se volto a escrever qualquer coisa de vez em quando.

Abraço!