8.3.06

Spam do dia - IV

Subject: Will expire today!
-Sensattional revolution in meedicine!
-E-nlarge your p-enis up to 10 cm or up to 4 inches!
-It's herbal solution what hasn't side effect, but has 100% guaranteeed results!
-Don’t loose your chance and but know wihtout doubts, you will be impressed with results!!!
Clisk h-ere:
http://select-a-dentist.info

Select a... dentist?! Select a dentist?!?!?!?!

Sex Pistols

Epítome do movimento punk: No future, no future, no future for you!
Foi a única música punk a chegar a nº 1 do top britânico.

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4.3.06

Christ and love for 10 dollars a month


Cristo e amor por 10 dólares por mês.
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Confesso, não resisti a ir ver o site. Estava à espera de ver e gozar palettes de rednecks americanos (ou mesmo pior, tipo neocons), da fantástica religious right. Até pensei entitular o post de "Só nos EUA"...
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Mas entrei no site e qual não é o meu espanto quando encontro uma secção dedicada a Portugal. E lá vi umas jovens (e outras nem tanto), solteiras casadoiras, prontas para abraçar Cristo e Amor. Ou, digo eu, paz e felicidade. Mas isso sou eu. A minha costela liberal-social e agnóstica espanta-se com estas coisas.
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Infelizmente, como nos EUA nada é de borla, toca lá a desembolsar 10 dólares/mês. Convenhamos que não é nada.

Spam do dia - II

Subject: Have you ever tried pheromones?
Não. E parece que ninguém pode dizer com segurança que já experimentou...

3.3.06

Porto 2 - Benfica 0

Aqui o Porto ganhou 2-0 e o Benfica falhou dois de baliza aberta. Também não havia guarda-redes, se calhar foi isso.

Spam do dia - I

Subject: Get a body like Brad Pitt!
Com um link para um site de máquinas de musculação e afins. Como terão obtido o meu email?
(cuidado com os comentários...)

28.2.06

Early Morning Blogs 1


O meu amigo Xikote ajudou a organizar mais uma festa com boa música dos anos 80 e 90, com direito a projecção de imagens míticas da minha infância e adolescência: McGyver, Knight Rider, Mr. T, Atari 16K (!), golo do Maradona contra a Inglaterra no Mundial'86 e, claro, o golo do Madjer em Viena (yes!).
Depois de uma memorável passagem de ano que milagrosamente foi tolerada pelos vizinhos até os galos cantarem (não na festa, claro, mas lá onde eles cantam), foi a vez de uma festa que me levou pela primeira vez a entrar no Teatro Sá da Bandeira (estranho ver uma plateia sem cadeiras, mas o contraste disco/teatro antigo resultou). E desta vez sem escadas, embora as rampas fossem perigosamente inclinadas (private joke).
Antes já tinha feito uma paragem para abastecimento num multibanco, onde me apareceu uma bruxa simpática (pronto, R., muito simpática), que mais para o fim da noite me obrigou a ir ao Pop (eu não queria nada, claro) que como sempre estava em grande, num Carnaval com tema greco-romano.
Xikote, fico à espera de uma festa de Verão. Ou melhor, de Primavera, que é mais cedo ;)

27.2.06

Hamas democrático

Há uns tempos (sobretudo na parte III do post O Grande Problema de hoje) defendi que, por paradoxal que pudesse parecer, a vitória do Hamas poderia ser uma grande vitória da Democracia sobre o terrorismo. E isso devido à realpolitik das pressões internas e externas para a institucionalização e moderação do movimento.
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Internamente, os palestinianos puniram nas eleições a Fatah, a sua corrupção, a sua incapacidade para resolver os problemas. Em consequência, esperam do Hamas, que sempre se assumiu como moralmente superior, a melhoria da Administração Pública, o desenvolvimento, a liberdade, a segurança, o orgulho e a dignidade. Não é pouco!
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Por isso precisa de todo o apoio que conseguir. Financeiro mas também político, muçulmano mas também "infiel". Ora externamente as pressões norte-americanas e europeias têm sido no sentido do Hamas aceitar as regras do jogo democrático (estas foram as primeiras eleições em que participou, salvo erro), moderar as suas posições, repensar a aceitação do direito à existência de Israel. Numa palavra, democratizar-se.
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A verdade é que a evolução tem sido nesse sentido:
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«O designado primeiro-ministro palestiniano, Ismail Haniya, afirmou numa entrevista ontem publicada pelo diário norte-americano Washington Post que o Hamas considera uma "paz em estádios" caso Israel retire para as fronteiras de 1967. Esta paz em estádios, explicou, seria uma "trégua de longo termo", já antes prometida pelo líder espiritual do movimento, o xeque Ahmed Yassin. Quando questionado pela jornalista do Post e da Newsweek sobre se esta paz significaria a eliminação do povo judeu, Hanyia respondeu: "Não queremos atirá-los para o mar. Queremos a nossa terra de volta".
[...] Ainda ontem, os Estados Unidos afirmaram que não vão cortar na ajuda humanitária aos palestinianos.A promessa foi feita pelo responsável do Departamento de Estado David Welch, num encontro com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas. Os Estados Unidos "são há muito um apoiante do povo palestiniano (...) e continuarão a apoiar o povo palestiniano nas suas necessidades humanitárias", garantiu Welch. Abbas aproveitou, por seu lado, para apelar à comunidade internacional para que não isole o Hamas, elogiando o escolhido pelo movimento para o cargo de primeiro-ministro, um pessoa "flexível e diplomática". "Eles vão ouvir muitas coisas que os farão pensar na sua posição política".
In Público, 27.02.2006
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Obviamente que tal não será fácil. O Ocidente tem de gerir um equilíbrio delicado entre firmeza convicta e flexilidade inteligente. Mas parece-me que isso tem sido conseguido (excluo o nosso Governo infra-chamberlainiano, a que já me referi na parte IV do tal post) . E se for um êxito, será um enorme êxito.

26.2.06

Miséria nacional... intelectual!

Ou pelo menos miserabilismo. Vasco Pulido Valente meteu-se a falar de futebol. Com o seu habitual pessimismo que de tudo diz mal, notou que a maioria dos jogadores da selecção nacional dava os toques na bola em país estrangeiro e considerou-o um «retrato da miséria nacional».

Mas por acaso isso verifica-se apenas em Portugal? Então a França, a Alemanha, a Holanda ou a Suécia, que têm os jogadores das suas selecções igualmente espalhados por ligas estrangeiras, têm uma miséria nacional semelhante à que vpv tão sistematicamente denuncia como nossa? Ou será que não estamos tão mal quanto vpv vocifera? Ou, mais simplesmente, será que vpv foi acometido do "Síndrome-de-Dirigente-do-Bloco-de-Esquerda" e lhe deu para falar de tudo, incluindo do que claramente não sabe?