11.8.05

Por tabela...

A PSP de Guimarães foi chamada a uma casa por causa de uma rixa entre pai e filho, envolvendo o disparo de uma arma. Quando lá chegou, o tal filho atirou a arma para o quintal do vizinho. Quando a PSP foi procurar a arma nesse quintal encontrou 57 pés de marijuana mais 1kg e 420 gramas já em secagem. Resultado: o filho e o vizinho foram detidos...

10.8.05

Phishing, não fishing


Novo dicionário Oxford traz novas expressões tiradas das ruas, da internet e da música. Faça o teste e confira se você conhece algumas delas clicando aqui.

9.8.05

A comunicação social - parte "n"

Já começo a ser repetitivo nos ataques à nossa comunicação social. Mas, se não a deixo em paz, é porque ela não me deixa a mim em paz. Como gosto de estar minimamente informado, lá a vou consultando. Só que, volta e meia, dá-me a volta ao estômago!

No Público Online, hoje (para ler na íntegra, clicar aqui).
Título: Carrilho critica eventual candidatura presidencial de Mário Soares
Antetítulo: Candidato a Lisboa preferia Manuel Alegre
Subtítulo: Manuel Maria Carrilho defende que a eventual candidatura presidencial de Mário Soares "é um mau sinal do sistema político português".

Nem parecia necessário ler mais. Mas por acaso prossegui. Segundo o que aí está escrito, o Público segue uma informação publicada pelo Diário de Notícias. E dá mais pormenores sobre a posição de Carrilho nos dois parágrafos seguintes. Quem terminar a leitura por aí, fica totalmente convencido que o marido de Bárbara Guimarães (por quem, como vêem, não tenho grande simpatia) está contra a candidatura de Soares a PR. Quem ler apenas os títulos também.

No entanto, a notícia no Público online termina da seguinte e espantosa forma: "Hoje, Manuel Maria Carrilho veio desmentir esta notícia do "Diário de Notícias", que o jornal apresenta como se tratando de afirmações de Manuel Maria Carrilho a um jornalista do matutino. Em comunicado, a candidatura de Carrilho diz que a notícia é falsa, especulativa e sem fundamento e lembra que a posição do candidato foi já expressa em outros órgãos de comunicação social, nos quais deixou claro que se Soares avançar terá o seu apoio e o de todo o partido." (negrito meu, claro!)

Ou seja, quando a notícia (?!) é posta online, já o Público conhece o desmentido. Como justificar então os títulos? Como justificar a estrutura da notícia? Como justificar que até ao fim da notícia não seja referido que a sua veracidade foi contestada pelo visado? Como não contactar directamente o visado, antes de publicar a notícia (?!?!) para saber o que realmente se passou?

Ou, dito de outra forma: como não pensar que as perguntas acima têm apenas uma resposta - a de que assim o título é mais apelativo, a notícia é mais sumarenta, o interesse é maior. Inversamente proporcional ao rigor, à ética, à decência. Pormenores, digo eu.

Bomba cerebral

Uma rapariga de 19 anos estava atrasada para um voo. Vai daí, telefona à amiga que já estava no aeroporto e diz-lhe: liga de um telefone público para a polícia a dizer que há uma bomba a bordo. E a amiga faz isso mesmo. Só que pôs a denúncia na boca da adolescente atrasada (temporal e cerebralmente). Assim: uma amiga minha que deveria apanhar o voo das oito e dez ligou-me a dizer que havia uma bomba a bordo. Claro que não fazia sentido. E a polícia terá começado a fazer perguntas. Resultado: julgamento por simulação de crime. No Reino Unido pode haver adolescentes idiotas mas, em compensação, há uma polícia eficiente.

Infelizmente não encontrei nenhum link para esta notícia (tirei-a do Canto Direito de J. P. Coutinho, no último Expresso). Se encontrar, ponho-o logo aqui.

8.8.05

Pobreza zero!


Todos os dias, 30.000 crianças morrem por culpa da extrema pobreza. Há agora um movimento internacional para tentar pôr um fim à situação. E ajudar a mudar o mundo. Vejam os seguintes sites:

Make Poverty History
White Band
Pobreza Zero

E não se esqueçam de comprar a pulseira branca!

Feitiçarias


Nada como uma boa feiticeira pra animar...
(private joke ;)

5.8.05

Anda aí a circular por sms...

Animado pelo anúncio da recandidatura de Mário Soares à Presidência da República, Eusébio já confirmou o seu regresso à Selecção.

Nota da redacção: não concordo com o argumento da idade (há argumentos políticos suficientes contra a candidatura de Soares, não é preciso ir buscar a idade), mas achei piada à mensagem acima.

2.8.05

Dito e (não) feito

Lembram-se da primeira medida anunciada pelo governo Sócrates? Medicamentos de venda livre nos supermercados e afins. Depois veio a pressão do lóbi farmacêutico. O que aconteceu entretanto? Nada. Ou tudo. Tudo o que não queríamos.

Soares não é fixe

Soares é o tipo de político que neste momento menos precisamos. É um excelente combatente político, capaz de mover montanhas pelos objectivos em que acredita (o que foi importantíssimo para o combate ao PCP e restante extrema-esquerda em 1974/75, bem como para o declínio de Cavaco Silva em 1994/95). É um excelente relações públicas, gerindo muito bem a sua rede de amigos artistas, cronistas, opinion makers, etc. É um excelente manobrador de bastidores. É um político das fugas cirúrgicas à imprensa, da intriga, do boato, da armadilha, da cilada.

O problema é o resto. Não é um político de estudo de dossiers, de análises aprofundadas, de estratégias de desenvolvimento, de gestão do país. É um político de bastidores, não de gabinete. É um político de partido, não de governo. Como ficou comprovado quando foi Presidente e, sobretudo, quando foi Primeiro-Ministro.

Ora, nós precisamos do oposto. De uma garantia de acompanhamento exaustivo e pertinente (pertinente, repito!) da acção governativa. De um Presidente da República atento às políticas e não às politiquices. De um referencial de estabilidade. De Cavaco Silva.

Citação

"Mário Lino não pode exigir provas de sustentabilidade financeira ao metro do Porto e remeter para o domínio da fé e do palpite a viabilidade da Ota ou do TGV."
Manuel Carvalho, Público, 02-08-2005