8.8.05

Pobreza zero!


Todos os dias, 30.000 crianças morrem por culpa da extrema pobreza. Há agora um movimento internacional para tentar pôr um fim à situação. E ajudar a mudar o mundo. Vejam os seguintes sites:

Make Poverty History
White Band
Pobreza Zero

E não se esqueçam de comprar a pulseira branca!

Feitiçarias


Nada como uma boa feiticeira pra animar...
(private joke ;)

5.8.05

Anda aí a circular por sms...

Animado pelo anúncio da recandidatura de Mário Soares à Presidência da República, Eusébio já confirmou o seu regresso à Selecção.

Nota da redacção: não concordo com o argumento da idade (há argumentos políticos suficientes contra a candidatura de Soares, não é preciso ir buscar a idade), mas achei piada à mensagem acima.

2.8.05

Dito e (não) feito

Lembram-se da primeira medida anunciada pelo governo Sócrates? Medicamentos de venda livre nos supermercados e afins. Depois veio a pressão do lóbi farmacêutico. O que aconteceu entretanto? Nada. Ou tudo. Tudo o que não queríamos.

Soares não é fixe

Soares é o tipo de político que neste momento menos precisamos. É um excelente combatente político, capaz de mover montanhas pelos objectivos em que acredita (o que foi importantíssimo para o combate ao PCP e restante extrema-esquerda em 1974/75, bem como para o declínio de Cavaco Silva em 1994/95). É um excelente relações públicas, gerindo muito bem a sua rede de amigos artistas, cronistas, opinion makers, etc. É um excelente manobrador de bastidores. É um político das fugas cirúrgicas à imprensa, da intriga, do boato, da armadilha, da cilada.

O problema é o resto. Não é um político de estudo de dossiers, de análises aprofundadas, de estratégias de desenvolvimento, de gestão do país. É um político de bastidores, não de gabinete. É um político de partido, não de governo. Como ficou comprovado quando foi Presidente e, sobretudo, quando foi Primeiro-Ministro.

Ora, nós precisamos do oposto. De uma garantia de acompanhamento exaustivo e pertinente (pertinente, repito!) da acção governativa. De um Presidente da República atento às políticas e não às politiquices. De um referencial de estabilidade. De Cavaco Silva.

Citação

"Mário Lino não pode exigir provas de sustentabilidade financeira ao metro do Porto e remeter para o domínio da fé e do palpite a viabilidade da Ota ou do TGV."
Manuel Carvalho, Público, 02-08-2005

29.7.05

Ota & TGV

"Não sei como os suecos, os noruegueses e os dinamarqueses podem viver sem TGV e a Finlândia sobrevive a essa humilhação... Ignoro como a Irlanda se converteu no exemplo do progresso europeu sem um super-aeroporto nem um comboio ultra-rápido. (...)
Com obras permanentes nas auto-estradas, comboizinhos eléctricos vazios, para cima e para baixo, e estádios vazios para quem quiser brincar, Portugal vai ser um sonho!"
Joaquim Letria, 24 Horas, 28-07-05

O nosso cérebro (ler rápido)

De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Isto é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
Fátastcnio!

25.7.05

Soares

Tive um fim-de-semana agitado e, portanto, distante dos noticiários. Eis que chego à noite de Domingo e um amigo me diz que o candidato socialista às presidenciais sempre era Mário Soares. Brincalhão, julguei eu. Afinal o brincalhão não era o meu amigo, mas Sócrates. E Soares. O pior é que a brincadeira já não é só comigo, mas com todos os portugueses. Hoje não tenho tempo, mas em breve volto ao tema. Mi aguárdji!

Freitas e a candidatura de Cavaco

Apoiante, abstencionista, adversário...

Nos últimos oito meses, Freitas do Amaral passou de apoiante de Cavaco Silva a abstencionista e, agora, adversário duma eventual candidatura presidencial.

Na sua primeira entrevista como ministro deste Governo, a 2 de Junho, na RTP, Freitas do Amaral foi confrontado por Judite de Sousa com as declarações que tinha feito em Outubro de 2004. Nessa altura, o professor de Direito havia considerado "bastante possível que apoiasse Cavaco" nas presidenciais. Passados oito meses, Freitas explicou na RTP que a sua posição já não era a mesma e preanunciou a sua abstenção nas eleições presidenciais "Nessa altura era a resposta que correspondia ao meu pensamento. Fazendo eu [agora] parte de um Governo socialista, se o prof. Cavaco Silva for o candidato da direita e o PS tiver um candidato adversário, eu não posso apoiar Cavaco Silva contra o candidato do PS. Por uma questão de gratidão ao prof. Cavaco Silva, que fez de mim presidente da Assembleia Geral da ONU, não posso apoiar um candidato do PS contra Cavaco Silva. Assim, a posição mais natural é abster-me."

Na entrevista que ontem o DN publicou, Freitas volta a mudar de posição, afirmando-se agora como feroz opositor de Cavaco, a quem se refere como "candidato a salvador da pátria" que está a transformar as eleições num "plebiscito unanimista". É a evolução mais recente numa relação que já teve momentos de grande entusiasmo.

A 13 de Julho de 2001, numa carta enviada ao DN, Freitas não escondia o seu alinhamento com o ex-primeiro-ministro "Desde já declaro que, se [Cavaco Silva] decidir ser candidato presidencial em 2006, não só não concorrerei contra ele, como terei todo o gosto em o apoiar." in Diário de Notícias, 21.07.2005