6.7.05

Os doutores palhaços

Há um ano que as terças-feiras no serviço de Pediatria do Instituto de Oncologia do Porto (IPO) causam alguma agitação. É o dia da dupla de palhaços profissionais da "Operação Nariz Vermelho" levar alegria ao 12º andar, tornar diferente o ambiente nas 27 enfermarias e procurar que a palavra "esperança" venha à mente.

Veja a notícia completa aqui.

Regresso às origens

A pedido de várias famílias, este blog volta à sua imagem inicial.

1.7.05

É, mudei o visual...

... mas tenho a impressão que vou voltar a mudar!

HOJE, 17h30, mantém-se a esperança na Invicta

Rui Rio apresenta hoje, às 17h30, a sua recandidatura à Câmara Municipal do Porto.

Os portuenses só têm de agradecer terem um presidente centrado na recuperação dos bairros sociais e na recuperação da Baixa. Um presidente preocupado com as pessoas e não com o espectáculo. Um presidente que luta pelo bem geral, imune às pressões de lóbis e interesses particulares. Um presidente que não se rege pelos jornais, que não muda de caminho pela pressão da opinião pública ou publicada. Um presidente que saneia as contas da Câmara em período recessivo da economia (comparem com as outras Câmaras, de qualquer partido!).

Um presidente que é um político na acepção mais nobre da palavra: determinado na prossecução do bem comum, imune à pressão anti-democrática mas ruidosa que lhe tem sido movida.

Um presidente que é preciso reeleger.

Direitos adquiridos (Miguel Sousa Tavares)

"A primeira designação que se deu aos célebres "direitos adquiridos" foi a de "conquistas da Revolução". Em seu nome, o PCP, a CGTP e a extrema-esquerda batalharam durante anos para que na Constituição e nas leis se mantivesse inalterável o processo de ruína económica do país iniciado em 11 de Março de 1975, com as expropriações e nacionalizações de tudo o que era actividade económica privada[...]. Limpa a Constituição de alguma da sua baba ideológica, retomado algum bom senso na gestão económica do país, as "conquistas da Revolução" recolheram ao museu leninista de onde tinham sido episodicamente ressuscitadas e foram substituídas, no léxico reivindicativo corrente, pelos "direitos adquiridos". Por "adquirido" entende-se, basicamente, tudo aquilo que foi sacado ao Estado: regalias, estatutos, dinheiro, licenças, subsídios, autorizações. Não abrange apenas situações dos trabalhadores ou pensionistas públicos, mas de toda a gente que, num momento ou noutro, teve a oportunidade de pedir e obter qualquer coisa do Estado. [...] Uma vez estabelecido o "adquirido", ele passa a ter a qualificação de "direito". [...]

Pode um desses "direitos adquiridos" não ter a mais pequena justificação social ou política, pode resultar de simples favor ou privilégio estabelecido momentaneamente ou à socapa. Não interessa: uma vez concedido, para sempre garantido. [...]

As centrais sindicais - a CGTP por convicção e estratégia, a UGT pelo eterno medo de ficar atrás - andam entusiasmadas com tanta contestação. Vão ensaiando greves e manifestações, até ao ensaio geral da greve da função pública, para daí passarem a essa coisa sagrada e mítica que é a greve geral nacional. Eu, no lugar dos seus dirigentes, teria mais cautelas: como revelou a sondagem do PÚBLICO, segunda-feira passada, está já estabelecida uma clivagem clara, a nível de opinião, entre os funcionários públicos e os restantes trabalhadores. E estes, que estão expostos aos despedimentos e encerramento de empresas, a salários que não são aumentados ano após ano, a horários semanais de 45 ou 50 horas, que não têm direito a baixas prolongadas e constantes, nem a férias de seis ou oito semanas anuais, nem a licenças sem vencimento quando querem, nem a reformas antecipadas, começam a questionar-se sobre os privilégios de que uns gozam e outros não. Daí até perceberem que quem paga esses privilégios, além do mais, são eles, vai um pequeno e perigosíssimo passo."
Miguel Sousa Tavares, in Público de hoje (disponível online só para assinantes); selecção e negrito meus.

28.6.05

Citações

Descubra as diferenças
"Eu sou um neopolítico, um político não-tradicional." Carmona Rodrigues
"Eu sou a nova política. Digo o que penso e faço o que digo." Manuel Maria Carrilho

Descobri que sou subversivo!
"Se estivesse no poder repatriava todos os imigrantes, instituía a pena de morte para os traficantes de droga, mantinha a lei contra o aborto, incentivava a natalidade, a educação e a saúde eram gratuitas e tornava ilegais grupos subversivos como a Maçonaria, PCP, PS, PSD, BE, SOS Racismo, Opus Dei, Ilga e Opus Gay." Mário Machado, líder skinhead que integrou a manifestação em Lisboa contra a criminalidade

Serão parecidas?
"Carmonettes." Carmona Rodrigues, em resposta à pergunta sobre o que lhe sugeria a palavra Santanettes

Cunhal

Deixei passar propositadamente algum tempo da morte de Álvaro Cunhal para escrever mais "a frio" sobre a mesma. Foi muito elogiado, por ser corajoso, coerente e sei lá que mais.

Eu concordo com a parte da coragem. Não devia ser nada fácil combater na clandestinidade a ditadura de Salazar e Caetano. Quem passou pelas prisões e, mais ainda, pela tortura do regime do Estado Novo, deve merecer o nosso reconhecimento. Era certamente preciso muita resistência, coragem e idealismo.

Mas não posso esquecer que o regime que Cunhal pretendia para Portugal era uma ditadura de tipo estalinista.

O Expresso recuperou, na sua última edição, uma entrevista dada por Cunhal à revista italiana "Europeo" no Verão Quente de 1975. Para Cunhal, as eleições que tinham havido para a Assembleia Constituinte "não têm qualquer importância, nenhuma mesmo". Assegurou que "em Portugal não haverá Parlamento". E rematou dizendo que "não existe hoje em Portugal a menor possibilidade de uma democracia como as da Europa Ocidental".

Portanto, honra ao seu passado de combatente antifascista. Mas não nos esqueçamos do que seria Portugal se Cunhal tivesse chegado ao poder. Nunca.

Honestidade e Humanismo


Na Câmara do Alandroal, o PCP retirou a confiança política ao Vereador Joaquim da Silva Fortes porque este aceitou integrar em regime de permanência um lugar no executivo socialista daquele município. E porque é que ele aceitou isso, a tão poucos meses das eleições? Porque assim consegue completar o pouco tempo que lhe falta para ter direito a uma reforma como autarca. Como disse o presidente da Câmara, o socialista João Nabais, "foi uma questão de humanismo, permitindo que [...] venha a reformar-se com dignidade".

Se para os socialistas isto é humanismo, o Eng. Guterres foi muito bem escolhido para Alto-Comissário para os Refugiados...

22.6.05