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24.1.06
E eu a julgar que era a vitória de Cavaco...
"O que vai ficar na História, desta campanha, é o dr. Soares, pelo seu combate, pela alma que trouxe, pela genica que mostrou".
Vítor Ramalho, da candidatura de Soares, in DN, 23.01.2006
23.1.06
Quem se quiser candidatar a Presidente em 2011...
... que convide já o Prof. Lobo Antunes para mandatário. Depois de ser mandatário de Sampaio e, agora, de Cavaco, não há dúvida: o homem é 100% vitorioso.
22.1.06
E vai uma!
Já acertei uma das previsões feitas para 2006 (ver abaixo, 4.Jan.06): a da "Margem de manobra de Freitas do Amaral".
1-0! Já só faltam oito.
E, já agora, também não me importava de acertar os números do próximo Euromilhões...
1-0! Já só faltam oito.
E, já agora, também não me importava de acertar os números do próximo Euromilhões...
Dia de reflexão
Dia em que os comentadores políticos reflectem sobre o que dirão no dia seguinte acerca dos resultados eleitorais, nos directos televisivos.
13.1.06
Instintos fatais
“Apoio Mário Soares por uma razão simples. Se tivesse que resumir tudo a uma ideia, diria o seguinte: ele tem os instintos certos. Já todos discordámos de Soares em momentos concretos. Mas é por ter os instintos certos que, desde há mais de trinta anos, Mário Soares esteve sempre presente, nas questões essenciais, com uma intervenção decisiva; as opções fundamentais ninguém pode gabar-se de as ter compreendido tão bem.”
Ivan Nunes (membro da comissão política da candidatura de Mário Soares), Público, 10-01-2006
Ivan Nunes (membro da comissão política da candidatura de Mário Soares), Público, 10-01-2006
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É isto que o país precisa: de alguém que saiba decidir por instinto. Não nos interessa o sábio, o estudioso, o pensador, o ponderado, o preparado. Interessa-nos alguém em quem, nos momentos de maior dúvida nacional, possamos repousar a nossa confiança e dizer: eu confio, porque ele tem bons instintos! Assim como quem confia num astrólogo, digamos.
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Ler dossiers, que é lá isso? Ser competente, a que propósito? Usar de rigor, para quê? Este país construiu um Império baseado no aventureirismo e no desenrascanço. Instintos, portanto. Estabelecer depois uma administração estruturada, eficiente e competente, isso seriam outros quinhentos (literalmente). Que outros fizeram melhor que nós.
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Mas os bons instintos, esses ninguém nos tira. Vamos até reelegê-los a 22 de Janeiro. Aí voltarão os instintos. E o Palácio de Belém voltará a ser o imenso mentidero que foi de 1991 a 1996. É que é nesses ambientes que os bons instintos medram (uff, sem gralha!) e desestabilizam.
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Dia 22, toca a votar Soares! OU NÃO!!!
4.1.06
Previsões para 2006 - Política e Futebol
Tema: Presidenciais
Melhor cenário: Cavaco ganha à 1ª volta com 60%, Alegre é o 2º mais votado.
Pior cenário: Soares ganha à 2ª volta.
Previsão séria: Cavaco ganha à 1ª volta com 53%, Soares é o 2º mais votado; Cavaco faz um excelente 1º ano de um excelente 1º mandato.
Previsão indecente: o clã Soares reúne-se em Nafarros e resolve ir à luta; João Soares quer candidatar-se a uma Junta de Freguesia de Santiago do Cacém; Maria Barroso à Santa Casa da Misericórdia; e Mário Soares a Presidente dos EUA pelos Democratas, desde que o candidato Republicano seja Dick Cheney (“esse não pode falar da idade nem do estado físico”, segundo Soares).
Tema: Margem de manobra de Freitas do Amaral
Melhor cenário: Freitas do Amaral não apoia nenhum candidato nem se demite do Governo.
Pior cenário: Freitas do Amaral não apoia nenhum candidato nem se demite do Governo.
Previsão séria: Freitas do Amaral não apoia nenhum candidato nem se demite do Governo.
Previsão indecente: Freitas do Amaral não apoia nenhum candidato nem se demite do Governo.
Tema: Défice orçamental
Melhor cenário: Desce abaixo dos 3%, sem necessidade de receitas extraordinárias.
Pior cenário: Passa os 6% (“então não tínhamos uma folgazinha?”, pergunta Sócrates).
Previsão séria: 5%.
Previsão indecente: Sócrates convida Guterres para Ministro das Finanças.
Tema: Futebol – Nacional
Melhor cenário: FC Porto campeão.
Pior cenário: Benfica campeão.
Previsão séria: FC Porto campeão.
Previsão indecente: FCP campeão, Benfica e Sporting fora dos lugares de acesso às competições europeias.
Tema: Futebol – Mundial Alemanha 2006
Melhor cenário: Portugal Campeão Mundial.
Pior cenário: Portugal perde com Angola, México e Irão.
Previsão séria: Portugal perde nos oitavos com Holanda ou Argentina.
Previsão indecente: Após o Mundial, Vítor Baía anuncia que se retira como jogador; Gilberto Madaíl convida-o para treinar a equipa de todos nós, “pelo menos até o Sr. Mourinho me informar que quer ser Seleccionador”. Scolari, ressabiado, diz que “esse senhor Baía não deveria ser Seleccionador, por questões de balneário”.
Tema: Futebol – Liga inglesa
Melhor cenário: Chelsea vence com 22 pontos de avanço sobre o ManU e 34 sobre o Arsenal.
Pior cenário: Chelsea vence com um ponto de avanço.
Previsão séria: Chelsea vence com 16 pontos de avanço sobre o 2º.
Previsão indecente: Arsène Wenger ataca fisicamente Mourinho... no Museu Madam Tussaud.
Tema: Luís Filipe Vieira
Melhor cenário: rapa o bigode.
Pior cenário: não rapa o bigode.
Previsão séria: não rapa o bigode.
Previsão indecente: José Veiga deixa crescer um bigode igual.
Tema: Sporting
Melhor cenário: arranja um presidente de jeito.
Pior cenário: arranja outro presidente senil.
Previsão séria: mantém o actual presidente.
Previsão indecente: Roquette volta a pôr Santana Lopes na presidência.
Tema: Pinto da Costa
Melhor cenário: arranja nova namorada.
Pior cenário: mantém a namorada.
Previsão séria: mantém a namorada.
Previsão indecente: rouba a Marisa Cruz ao João Pinto.
Melhor cenário: Cavaco ganha à 1ª volta com 60%, Alegre é o 2º mais votado.
Pior cenário: Soares ganha à 2ª volta.
Previsão séria: Cavaco ganha à 1ª volta com 53%, Soares é o 2º mais votado; Cavaco faz um excelente 1º ano de um excelente 1º mandato.
Previsão indecente: o clã Soares reúne-se em Nafarros e resolve ir à luta; João Soares quer candidatar-se a uma Junta de Freguesia de Santiago do Cacém; Maria Barroso à Santa Casa da Misericórdia; e Mário Soares a Presidente dos EUA pelos Democratas, desde que o candidato Republicano seja Dick Cheney (“esse não pode falar da idade nem do estado físico”, segundo Soares).
Tema: Margem de manobra de Freitas do Amaral
Melhor cenário: Freitas do Amaral não apoia nenhum candidato nem se demite do Governo.
Pior cenário: Freitas do Amaral não apoia nenhum candidato nem se demite do Governo.
Previsão séria: Freitas do Amaral não apoia nenhum candidato nem se demite do Governo.
Previsão indecente: Freitas do Amaral não apoia nenhum candidato nem se demite do Governo.
Tema: Défice orçamental
Melhor cenário: Desce abaixo dos 3%, sem necessidade de receitas extraordinárias.
Pior cenário: Passa os 6% (“então não tínhamos uma folgazinha?”, pergunta Sócrates).
Previsão séria: 5%.
Previsão indecente: Sócrates convida Guterres para Ministro das Finanças.
Tema: Futebol – Nacional
Melhor cenário: FC Porto campeão.
Pior cenário: Benfica campeão.
Previsão séria: FC Porto campeão.
Previsão indecente: FCP campeão, Benfica e Sporting fora dos lugares de acesso às competições europeias.
Tema: Futebol – Mundial Alemanha 2006
Melhor cenário: Portugal Campeão Mundial.
Pior cenário: Portugal perde com Angola, México e Irão.
Previsão séria: Portugal perde nos oitavos com Holanda ou Argentina.
Previsão indecente: Após o Mundial, Vítor Baía anuncia que se retira como jogador; Gilberto Madaíl convida-o para treinar a equipa de todos nós, “pelo menos até o Sr. Mourinho me informar que quer ser Seleccionador”. Scolari, ressabiado, diz que “esse senhor Baía não deveria ser Seleccionador, por questões de balneário”.
Tema: Futebol – Liga inglesa
Melhor cenário: Chelsea vence com 22 pontos de avanço sobre o ManU e 34 sobre o Arsenal.
Pior cenário: Chelsea vence com um ponto de avanço.
Previsão séria: Chelsea vence com 16 pontos de avanço sobre o 2º.
Previsão indecente: Arsène Wenger ataca fisicamente Mourinho... no Museu Madam Tussaud.
Tema: Luís Filipe Vieira
Melhor cenário: rapa o bigode.
Pior cenário: não rapa o bigode.
Previsão séria: não rapa o bigode.
Previsão indecente: José Veiga deixa crescer um bigode igual.
Tema: Sporting
Melhor cenário: arranja um presidente de jeito.
Pior cenário: arranja outro presidente senil.
Previsão séria: mantém o actual presidente.
Previsão indecente: Roquette volta a pôr Santana Lopes na presidência.
Tema: Pinto da Costa
Melhor cenário: arranja nova namorada.
Pior cenário: mantém a namorada.
Previsão séria: mantém a namorada.
Previsão indecente: rouba a Marisa Cruz ao João Pinto.
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Daqui a um ano veremos se acertei.
23.12.05
Corrosivo!
«Nesta República, porém, Mário é, para uns, um excelente político de Oposição, um ainda melhor arregimentador de energias durante o PREC, mas um mau primeiro-ministro, transfigurado depois numa espécie de verdadeira "vocação" presidencial. O Mário executivo, que tinha de saber de coisas certas, foi sempre inferior ao Mário presidente, que podia "ter conversa", viajar e ler romances de teses.
[…] Daí que se diga que, quanto mais envelhecemos, mais nos aproximamos da criança que ainda nos habita. Enterneçam-se, mas não nos macem com ela.»
Nuno Rogeiro, Jornal de Notícias, 23-12-2005
[…] Daí que se diga que, quanto mais envelhecemos, mais nos aproximamos da criança que ainda nos habita. Enterneçam-se, mas não nos macem com ela.»
Nuno Rogeiro, Jornal de Notícias, 23-12-2005
22.12.05
Pai Natal como critério de desenvolvimento
Proponho um novo critério para aferir o nível de desenvolvimento de um país: os Pais Natal dos centros comerciais e das grandes lojas.
Já todos vimos os das lojas americanas (se não ao vivo, pelo menos na TV ou no cinema), sentado numa poltrona, a ouvir das criancinhas o que elas querem para o Natal. E já vimos que há sempre o cuidado de escolher bem o "actor" para o papel, a sua roupa e, sobretudo, deixar claro como deve comportar-se (o que nos filmes dá sempre azo a melhores ou piores gags). OK, é por motivos comerciais, mas as crianças mais pequenas ficam mesmo convencidas que ali está o Pai Natal.
Já todos vimos os das lojas americanas (se não ao vivo, pelo menos na TV ou no cinema), sentado numa poltrona, a ouvir das criancinhas o que elas querem para o Natal. E já vimos que há sempre o cuidado de escolher bem o "actor" para o papel, a sua roupa e, sobretudo, deixar claro como deve comportar-se (o que nos filmes dá sempre azo a melhores ou piores gags). OK, é por motivos comerciais, mas as crianças mais pequenas ficam mesmo convencidas que ali está o Pai Natal.

Já aqui pelo nosso país... o caso é bem diferente. Há de tudo: aqueles magros como uma top-model em dieta pré-Verão, aqueles vestidos com uma espécie de roupão vermelho deslavado, aqueles que têm uma barba a ver-se o elástico, aqueles com cara de seca maior que a do último Verão, aqueles que mal se levantam da poltrona e ainda à vista de todos começam a falar de futebol ao telemóvel e a tirar o barrete e demais adereços, etc., etc., etc. É aquela falta de rigor, exigência e profissionalismo que nos falta... Por parte dos empresários e dos trabalhadores. Haja brio, que as crianças agradecem: hoje, por causa do Natal; amanhã, porque o que fizermos hoje com a nossa Economia vai-se reflectir no futuro delas.

16.12.05
Está percebida a motivação para concorrer...
“Sem estratégia, sem programa, sem campanha e sem apoios, Maria Teresa Lameiro, funcionária pública de Vila Nova de Gaia, de 56 anos, entregou no Tribunal Constitucional 10.700 assinaturas para se candidatar a Presidente da República. O seu objectivo é "ganhar as eleições" e diz que não apresenta já o seu programa "senão os outros candidatos ainda copiam". […]
Ser Presidente da República "é uma ocupação como outra qualquer, mas mais convidativa a nível monetário".
Isabel Gorjão Santos, Público, 16-12-2005
Ser Presidente da República "é uma ocupação como outra qualquer, mas mais convidativa a nível monetário".
Isabel Gorjão Santos, Público, 16-12-2005
Inflação da atenção televisiva
“Tem-se dito também que estes debates têm sido soporíferos, e que adormecemos ao vê-los, Que revelam tais afirmações? Que a televisão cada vez mais impede um discurso articulado, que exista para ser ouvido. O preço da atenção televisiva é cada vez mais caro”.
Eduardo Prado Coelho, Público, 16-12-2005
Eduardo Prado Coelho, Público, 16-12-2005
4.12.05
Tornei-me gladiador
A partir de agora, este blog terá menos posts sobre política, porque comecei a escrever no blog Arquipélago dos Gladiadores, onde passarei a escrever os comentários políticos. Assim, este blog fica mais pessoal (embora não deixe completamente de ter notas políticas, porque elas por vezes também são pessoais).
22.11.05
Mundo cão

Há duas formas de abordar a política: uma mais analítica (Sociologia Política, História Política, Psicologia Política, etc.), a outra mais pragmática (intervenção nos processos políticos).
Sempre gostei das duas, mas também sempre tive a certeza que um dia me ia dar mal com a segunda. É realmente um mundo cão.
PS: as minhas desculpas ao cão da foto, que não tem culpa nenhuma; foto retirada do site Sr. Cão.
10.11.05
Para reflectir...
... os textos de Vital Moreira (aqui) e de Ana Gomes (aqui, aqui e aqui) no blog Causa Nossa, sobre Paulo Pedroso e o Ministério Público.
O grande problema é que a situação coloca em grande dúvida a credibilidade do Ministério Público. Que as pessoas não confiam grandemente nos políticos, é sabido. Mas não confiam porque consideram (com ou sem razão, não interessa para aqui) que estes têm objectivos que muitas vezes nada têm a ver com a melhoria da sociedade. Já no que toca às instâncias judiciais, penso que até recentemente havia a convicção que funcionavam de forma independente. Os casos "autárquicos" e, agora, o caso de Paulo Pedroso (e, em menor medida, os de Herman José e de Francisco Alves), vieram pôr essa convicção em causa.
No caso Casa Pia, espero que, de uma vez por todas, se apure toda a verdade e que os culpados sejam condenados exemplarmente. Mas não está fácil para o cidadão comum ter a certeza de onde mora a verdade.
O grande problema é que a situação coloca em grande dúvida a credibilidade do Ministério Público. Que as pessoas não confiam grandemente nos políticos, é sabido. Mas não confiam porque consideram (com ou sem razão, não interessa para aqui) que estes têm objectivos que muitas vezes nada têm a ver com a melhoria da sociedade. Já no que toca às instâncias judiciais, penso que até recentemente havia a convicção que funcionavam de forma independente. Os casos "autárquicos" e, agora, o caso de Paulo Pedroso (e, em menor medida, os de Herman José e de Francisco Alves), vieram pôr essa convicção em causa.
No caso Casa Pia, espero que, de uma vez por todas, se apure toda a verdade e que os culpados sejam condenados exemplarmente. Mas não está fácil para o cidadão comum ter a certeza de onde mora a verdade.
Parlamento português
No Abrupto de hoje, um texto enviado por uma leitora (Madalena Ferreira Åhman) que descobriu no Shorter Oxford English Dictionary a seguinte expressão: Portuguese parliament. Pelos vistos, na gíria náutica, parlamento português significa uma discussão em que muitos falam ao mesmo tempo e poucos ouvem. Conclui a leitora: «A fama da Assembleia da República chega longe!»
9.11.05
JPP sobre a França
No Abrupto, anteontem:
«Num artigo de hoje do Libération , que se queixa de que o “Estado abandonou os bairros sociais (as “Cités”)”, percebem-se três coisas:
a enorme rede de subsídios e financiamentos estatais típicos do “modelo social europeu”. O artigo cita a crise das acções de alfabetização, financiamentos do Fasild (antigo Fundo de Acção Social), acções de prevenção com adolescentes, programa de empregos-jovem, acções com mulheres, associações subsidiadas (o exemplo é uma intitulada Sable d’Or Mediterranée) que fazem acções de inserção, acolhimento dos recém emigrados, acesso à cultura, teatro de adultos, iniciação ao cinema, vários projectos artísticos e culturais, etc., etc.;
a enorme quantidade de pessoas que trabalha nestes programas, associações, ONGs, que são elas próprias um grupo de pressão para o aumento dos subsídios e o alargamento dos apoios estatais, e que, não é por acaso, aparecem nesta crise como as principais vozes “justificando” a “revolta dos jovens”;
e, por último, o enorme contraste entre o modo europeu de “receber” e integrar os emigrantes envolvendo-os em subsídios e apoios, centrado no estado e no orçamento, hoje naturalmente em crise; e o modo americano que vive acima de tudo do dinamismo da sociedade que lhes dá oportunidades de emprego e ascensão social.»
«Num artigo de hoje do Libération , que se queixa de que o “Estado abandonou os bairros sociais (as “Cités”)”, percebem-se três coisas:
a enorme rede de subsídios e financiamentos estatais típicos do “modelo social europeu”. O artigo cita a crise das acções de alfabetização, financiamentos do Fasild (antigo Fundo de Acção Social), acções de prevenção com adolescentes, programa de empregos-jovem, acções com mulheres, associações subsidiadas (o exemplo é uma intitulada Sable d’Or Mediterranée) que fazem acções de inserção, acolhimento dos recém emigrados, acesso à cultura, teatro de adultos, iniciação ao cinema, vários projectos artísticos e culturais, etc., etc.;
a enorme quantidade de pessoas que trabalha nestes programas, associações, ONGs, que são elas próprias um grupo de pressão para o aumento dos subsídios e o alargamento dos apoios estatais, e que, não é por acaso, aparecem nesta crise como as principais vozes “justificando” a “revolta dos jovens”;
e, por último, o enorme contraste entre o modo europeu de “receber” e integrar os emigrantes envolvendo-os em subsídios e apoios, centrado no estado e no orçamento, hoje naturalmente em crise; e o modo americano que vive acima de tudo do dinamismo da sociedade que lhes dá oportunidades de emprego e ascensão social.»
7.11.05
Importam-se de repetir???
Parte do espólio da Comissão dos Descobrimentos desapareceu
«O Tribunal de Contas detectou que parte do espólio da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos, estimado em cem mil euros, desapareceu no processo de extinção desta entidade, concluído em 2003.
As conclusões constam de um relatório do Tribunal de Contas (TC), hoje divulgado, resultante de uma auditoria financeira realizada este ano à gerência de 2003 da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura (SGMC).O TC detectou uma diferença de cem mil euros no inventário realizado pela Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses (CNCDP), que rondava os 486 mil euros, e no realizado pela SGMC, num total de 385 mil euros.»
In Público de hoje. Para ver notícia completa, clicar aqui.
«O Tribunal de Contas detectou que parte do espólio da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos, estimado em cem mil euros, desapareceu no processo de extinção desta entidade, concluído em 2003.
As conclusões constam de um relatório do Tribunal de Contas (TC), hoje divulgado, resultante de uma auditoria financeira realizada este ano à gerência de 2003 da Secretaria-Geral do Ministério da Cultura (SGMC).O TC detectou uma diferença de cem mil euros no inventário realizado pela Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses (CNCDP), que rondava os 486 mil euros, e no realizado pela SGMC, num total de 385 mil euros.»
In Público de hoje. Para ver notícia completa, clicar aqui.
A Pousada do Freixo
Mais um exemplo de jornalismo duvidoso na nossa praça. Quando Rui Rio anunciou um acordo para instalar uma Pousada nos edifícios do Palácio do Freixo e das Moagens Harmonia, logo começou a contestação: que era entregar a um grupo privado, que era preciso assegurar o usufruto público (como se sabe, era frequentíssimo...), que ia desvirtuar um espaço que estava recuperado e que, no caso das Moagens Harmonia, era ainda por cima um exemplar único. Como os jornalistas afirmam estas coisas sem confirmação, não sei. Vão na onda do esquerdisticamente correcto - que, como se sabe, adora dizer mal de grandes grupos económicos privados, sobretudo quando estão na oposição.
Por isso, vale a pena ler o que escreveu no Público de 6 de Novembro passado um especialista em património industrial:
«É inacreditável que, na tentativa de se contestar a instalação da pousada se afirme (ver PÚBLICO, de 6/6/2005) que "a tecnologia alemã que tornou a sua construção possível faz do imóvel um raro exemplar de arquitectura industrial", ou que "foi construído de uma forma inovadora - com materiais como o ferro, a pedra e a madeira". A dita "tecnologia alemã" não foi mais do que a de um mestre-de-obras dos arredores do Porto. E ficamos também a saber que a simples, e mais do que comum, utilização do ferro, pedra e madeira lhe conferiu características "inovadoras", para não falar já desse invejável atributo que é a sua "singular verticalidade" ou do facto de "vibrar na sua totalidade durante o trabalho das máquinas a vapor, sem desmoronar". É que, apesar da sua singeleza, seria impossível que o mesmo desmoronasse, para além de que só havia uma máquina a vapor, cuja "vibração" de modo algum ameaçava a segurança do edifício. »
Para ler todo o texto - vale a pena! - clicar aqui.
Por isso, vale a pena ler o que escreveu no Público de 6 de Novembro passado um especialista em património industrial:
«É inacreditável que, na tentativa de se contestar a instalação da pousada se afirme (ver PÚBLICO, de 6/6/2005) que "a tecnologia alemã que tornou a sua construção possível faz do imóvel um raro exemplar de arquitectura industrial", ou que "foi construído de uma forma inovadora - com materiais como o ferro, a pedra e a madeira". A dita "tecnologia alemã" não foi mais do que a de um mestre-de-obras dos arredores do Porto. E ficamos também a saber que a simples, e mais do que comum, utilização do ferro, pedra e madeira lhe conferiu características "inovadoras", para não falar já desse invejável atributo que é a sua "singular verticalidade" ou do facto de "vibrar na sua totalidade durante o trabalho das máquinas a vapor, sem desmoronar". É que, apesar da sua singeleza, seria impossível que o mesmo desmoronasse, para além de que só havia uma máquina a vapor, cuja "vibração" de modo algum ameaçava a segurança do edifício. »
Para ler todo o texto - vale a pena! - clicar aqui.
4.11.05
Vasco Pulido Valente
Mário Soares começou a sua ofensiva numa direcção previsível, dizendo que o prof. Cavaco não pode ser Presidente da República, porque não tem uma “cultura humanística” e não passa, no fundo, de um puro técnico com uma visão estreita e viciada das coisas.
Nada mais natural que Soares pense e acredite nisto. Nasceu numa família política (o pai era uma personagem importante do partido de Afonso Costa), cresceu num ambiente dominado pelo marxismo (Álvaro Cunhal foi, para ele, um professor e um mentor) e viveu durante meio século as polémicas teológicas da esquerda. Para resistir ao comunismo, uma ideologia “totalitária” (não gosto da palavra, mas não há outra melhor), Soares precisou de saber alguma filosofia e alguma história (até se formou em Histórico-Filosóficas, com uma tese, salvo o erro, sobre Teófilo Braga) e também de se interessar a sério pela arte e pela criação artística, nomeadamente por pintura e literatura, por causa da “teoria” do “realismo socialista”, que Estaline tentou impor em toda a parte. [...]
Cavaco, esse, veio de um meio relativamente pobre e, presumo, apolítico; e ficou confinado, por necessidade ou falta de estímulo, à sua profissão. Além disso, achava (e não faço ideia se ainda acha) o pensamento económico mais do que bastante para explicar o mundo, no que aliás se não distingue da generalidade dos colegas, uma classe particularmente pouco lida e intelectualmente limitada. Só depois, tarde na vida e já primeiro-ministro, descobriu que existia uma realidade irredutível à sua egrégia disciplina. E mesmo assim volta sempre à origem, como, por exemplo, na famosa metáfora da boa e má moeda, que ajudou a liquidar Santana.
Posto isto, sobra uma pergunta óbvia: a diferença cultural entre Cavaco e Soares — essencialmente uma diferença de época, de família e dinheiro —pesa num Presidente da República? E a resposta é “não”. Pesa num almoço, não pesa em Belém. [...]
Vasco Pulido Valente, Público, 4-11-2005
Nada mais natural que Soares pense e acredite nisto. Nasceu numa família política (o pai era uma personagem importante do partido de Afonso Costa), cresceu num ambiente dominado pelo marxismo (Álvaro Cunhal foi, para ele, um professor e um mentor) e viveu durante meio século as polémicas teológicas da esquerda. Para resistir ao comunismo, uma ideologia “totalitária” (não gosto da palavra, mas não há outra melhor), Soares precisou de saber alguma filosofia e alguma história (até se formou em Histórico-Filosóficas, com uma tese, salvo o erro, sobre Teófilo Braga) e também de se interessar a sério pela arte e pela criação artística, nomeadamente por pintura e literatura, por causa da “teoria” do “realismo socialista”, que Estaline tentou impor em toda a parte. [...]
Cavaco, esse, veio de um meio relativamente pobre e, presumo, apolítico; e ficou confinado, por necessidade ou falta de estímulo, à sua profissão. Além disso, achava (e não faço ideia se ainda acha) o pensamento económico mais do que bastante para explicar o mundo, no que aliás se não distingue da generalidade dos colegas, uma classe particularmente pouco lida e intelectualmente limitada. Só depois, tarde na vida e já primeiro-ministro, descobriu que existia uma realidade irredutível à sua egrégia disciplina. E mesmo assim volta sempre à origem, como, por exemplo, na famosa metáfora da boa e má moeda, que ajudou a liquidar Santana.
Posto isto, sobra uma pergunta óbvia: a diferença cultural entre Cavaco e Soares — essencialmente uma diferença de época, de família e dinheiro —pesa num Presidente da República? E a resposta é “não”. Pesa num almoço, não pesa em Belém. [...]
Vasco Pulido Valente, Público, 4-11-2005
3.11.05
Rui Rio e a imprensa
A propósito de um post no Filho do 25 de Abril, aqui fica um esclarecimento e um texto meu com alguma ligação ao assunto.
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